Produção de cana-de-açúcar tende a crescer, prevê ministro

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Publicado quinta-feira, 11 de maio de 2006 as 14:11, por: cdb

A produção de cana-de-açúcar ainda pode crescer mais 20 milhões de hectares. A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, ao participar de um programa de entrevistas. No estúdio da TV Nacional, ele afirmou que o mundo todo está olhando pra esse assunto das fontes alternativas de energia com preocupação. O ministro ressaltou que há um compromisso com as usinas de manter o álcool a R$ 1.

– Nós estamos trabalhando junto com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF), com o setor privado e com o governo para discutir um programa de estocagem para que estabilize, ao longo do tempo, a oferta e, com isso, iniba essas mudanças de preços que são absurdas e indesejáveis porque tiram a credibilidade do programa – acrescentou.

De acordo com o ministro, a estocagem seria feita por no máximo 90 dias, o que não comprometeria a qualidade do produto. Ele afirmou que a cana-de-açúcar gera bastante matéria orgânica no solo, por isso não empobrecerá nem implicará a diminuição da produção de alimentos. Para Rodrigues, é importante exportar a tecnologia da utilização do álcool como combustível porque “nenhum país consegue competir conosco em produção de cana-de-açúcar, por isso nenhum país produzirá etanol mais barato que o nosso”.

No estúdio da TV Cultura, em São Paulo, o vice-presidente executivo para a América Latina da Bosch, Besaliel Botelho, afirmou que, como combustível, o álcool já está bastante popularizado.
– Nós temos agora uma cultura nova ao abastecer: você tem o livre-arbítrio para escolher.

Botelho ressaltou que os automóveis flex são mais econômicos do que quando se usa um só combustível, tanto de gasolina, quanto do álcool:

– Com a mistura você sempre vai ter o melhor desempenho do motor.

O coordenador do Programa Rio Biodiesel e Subsecretário Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Cavalcanti, afirmou que o país tem uma matriz energética com muitas demandas, como por exemplo para geração de energia no interior, para abastecimento de indústrias e desenvolvimento sustentável. No estúdio da TVE Brasil, no Rio de Janeiro, ele disse que “as energias alternativas também são uma solução”. Para ele, “nós temos que explorar a agroenergia, a geração de energia a partir de biomassa. Essa sim é uma grande vantagem brasileira”.