Prodi declara otimismo no plano de paz

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Publicado segunda-feira, 26 de maio de 2003 as 23:51, por: cdb

A União Européia, a França e a Grã-Bretanha se pronunciaram favoravelmente sobre a aceitação israelense do plano de paz, conhecido como “mapa de rota” impulsionado pela própria UE, EUA, Nações Unidas e Rússia.

O presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, declarou seu otimismo “realista” e “cauteloso” ante a decisão de ontem adotada pelo governo de Ariel Sharon.

É preciso “não se iludir excessivamente, mas talvez nunca estivemos, assim como nestes últimos tempos, próximos de poder tomar um caminho de soluções reais” no conflito entre Israel e Palestina, disse Prodi a margem de uma cerimônia na Itália onde estava presente o embaixador de Israel.

– Devo dizer que o mapa de rota foi preparado como uma tentativa maior na história dos conflitos e é o fruto de uma larga intenção, foi trabalhoso e difícil, porém aceito por todos, e o mais importante é um documento onde não existem nem antes e nem depois.

– Se exigem de fato ações imediatas de ambas as partes. Logo existem maiores possibilidades que em outros casos, sem cultivar ilusões excessivas. Acredito, porém que tenha chego o momento de virar definitivamente a página – disse Prodi.

O presidente da Comissão Européia elogiou o premier palestino, Abu Mazen, que segundo ele “demonstrou coragem. Ontem o governo de Israel demonstrou coragem. Está na hora que a coragem se traduza em fatos concretos”.

O chanceler francês, Dominique De Villepin, em viagem para o Oriente Médio, onde será recebido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, também fez votos para que desta vez a paz se encaminhe.

Seu colega britânico, Jack Straw, também respaldou a atitude israelense.

ISRAEL

Ontem o governo israelense aprovou o “mapa de rota” para a paz no Oriente Médio, proposto pelo “quarteto”, um plano que foi qualificado pelo Hamas como uma “tramóia”.

O governo do premier Ariel Sharon aprovou por 12 votos a favor, sete contra e quatro abstenções, o “mapa de rota”, que significa a aceitação oficial, pela primeira vez, da criação de um Estado palestino na Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Israel precisou, contudo, que a aprovação se deve ao compromisso assumido pelos EUA há dois dias de estudar de forma “seria e plenamente” as 14 observações que o estado judeu fez sobre o plano.

Também fez saber que “a solução da questão dos refugiados palestinos (cerca de 3,7 milhões de pessoas) não deverá incluir seu regresso e assentamento no território de Israel”, porque causaria a dissolução do Estado judeu.