Procuradora nega que jornalistas tenham sido intimidados

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Publicado quarta-feira, 1 de novembro de 2006 as 17:45, por: cdb

A procuradora Elizabeth Mitiko Kobayashi, que acompanhou os depoimentos dos três jornalistas da revista Veja, nesta segunda-feira à Polícia Federal, admitiu que ocorreram as irregularidades apontadas pela publicação no procedimento conduzido pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira, mas destacou que foram “prontamente apontadas e sanadas”.

Apesar de apontar erros no procedimento, Kobayashi negou que o delegado tenha intimidado Julia Dualib, Marcelo Carneiro e Camila Pereira como acusou a Editora Abril. Foi divulgada nesta quarta-feira uma nota da Associação Nacional dos Procuradores da República.

Leia a seguir a íntegra da nota:

“O Ministério Público Federal em São Paulo instaurou procedimento de controle externo das atividades da Polícia Federal para apurar se houve ou não a denominada ´Operação Abafa´. Reportagem publicada na edição 1978 da revista Veja relata que dentro das dependências da PF em São Paulo teria ocorrido um encontro clandestino entre o ex-assessor especial da presidência Freud Godoy com o ex-policial federal Gedimar Passos, então custodiado naquelas dependências, que teria sido facilitado por autoridades lotadas naquela unidade da polícia.
Atuam neste procedimento dois procuradores da República do grupo de controle externo das atividades da Polícia Federal, Elizabeth Mitiko Kobayashi e Roberto Antonio Dassiê Diana, que têm se revezado para acompanhar os depoimentos conduzidos pela Polícia Federal no inquérito policial instaurado pela Delefaz.

Com o objetivo de esclarecer a imprensa e a sociedade sobre o conteúdo das notas divulgadas pela revista Veja, pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira e pela Polícia Federal em São Paulo, a procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayashi, presente aos depoimentos realizados ontem (31/10) divulga a nota reproduzida abaixo, esclarecendo que não entrará nos pormenores das declarações das testemunhas, vez que as investigações estão sob sigilo tanto no procedimento do MPF, quanto no inquérito policial. “