Princesa do Japão tenta dissipar rumores de ser ‘escrava do trono’

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 7 de março de 2007 as 11:50, por: cdb

A princesa japonesa Masako fez, nesta quarta-feira, uma rara aparição em público. Ela sorriu e conversou com interlocutores em uma exposição para crianças. A aparição ocorreu apenas algumas semanas depois que um livro australiano a descreve como prisioneira do Trono dos Crisântemos. A obra causou protestos do governo.

Masako, 43 anos, vem sendo incapaz de cumprir a maioria de seus deveres oficiais há mais de três anos em função de uma doença mental induzida pelo estresse e atribuída por muitos observadores reais à pressão que ela sofre para gerar um herdeiro do sexo masculino.

O escritor australiano Ben Hills descreveu a situação dela em Princess Masako – Prisoner of the Chrysanthemum Throne, mas o livro atraiu críticas do governo japonês, para o qual contém erros e insultos à família real.

Masako ficou ao lado de seu marido, Naruhito, e os dois assistiram a uma apresentação de projetos de ciências de estudantes jovens numa loja de departamentos no centro de Tóquio. Ela sorriu e fez perguntas às crianças que exibiam suas criações, entre as quais havia um robô que pula corda e uma pequena cadeira de rodas eletrônica.

Quando Masako, diplomata formada em Harvard, se casou com Naruhito, em 1993, muitos japoneses esperavam que ela ajudasse a modernizar a tradicionalista família imperial. Mas suas viagens foram restritas por funcionários da corte, e nos últimos anos ela tem se mantido longe dos olhares públicos, em função de sua doença.

Masako e Naruhito têm uma filha, a princesa Aiko, de 5 anos, mas pelas leis atuais Aiko não pode herdar o trono, já que a sucessão é restrita aos herdeiros homens. As pressões para que ela gerasse um herdeiro podem ter se reduzido em setembro passado, quando sua cunhada deu à luz ao príncipe Hisahito, o primeiro herdeiro homem nascido na família imperial em mais de 40 anos.