Presidentes dos Parlamentares do Mercosul se reúnem em Montevidéu

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Publicado quarta-feira, 24 de setembro de 2003 as 03:30, por: cdb

Os presidentes das câmaras dos Parlamentos do Mercosul se reunirão na próxima quinta-feira e na próxima sexta-feira em Montevidéu para debater a conveniência e as possibilidades de se iniciar um processo de institucionalização do Parlamento regional.

A presidência temporária do bloco regional, exercida pelo Uruguai, informou ontem que a reunião será na sede do Mercosul em Montevidéu e será precedida por um encontro, amanhã quando se definirá a agenda da reunião.

A cerimônia será encabeçada pelo presidente uruguaio, Jorge Batlle, e pela titular da Assembléia Geral do Poder Legislativo anfitrião, Luis Hierro López. Também estará presente o presidente da Câmara de Representantes, Jorge Chápper.

Entre os oradores da cerimônia inaugural figuram os presidentes do Congresso da Argentina, Daniel Scioli; do Brasil, José Sarney; do Paraguai, Carlos Mateo Balmelli, e do provável futuro presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, o deputado uruguaio Washington Abdala.

O encontro se estenderá até sexta-feira e durante os dois dias analisarão a participação do Poder Legislativo no processo de integração, os mecanismos de incorporação das normas do Mercosul, o processo de harmonização legislativa e a institucionalização do Parlamento do Mercosul.

A criação do Parlamento do bloco, integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e que tem como associados através de acordos de livre comércio Chile e Bolívia, e em breve o Peru, foi impulsionada pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Entretanto, dentro do bloco se produziram diferentes reações, principalmente as que enfatizavam a necessidade de se aperfeiçoar primeiro a união aduaneira e acabar com uma série de empecilhos que impedem um intercâmbio mais ágil de produtos.

No Uruguai, se reagiu fortemente contra a institucionalização rápida de um Parlamento supranacional, devido a que ainda não foi possível uma integração plena pela falta de um acordo de políticas macroeconômicas que acabem com os desequilíbrios individuais dos membros.