Presidente da Colômbia revê caso de militares

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Publicado terça-feira, 14 de outubro de 2003 as 04:15, por: cdb

O presidente colombiano Alvaro Uribe, pediu na última segunda-feira que a Procuradoria reexamine a abertura de uma investigação contra quatro militares pelo falido resgate da ex-ministra de Cultura Consuelo Araujonoguera, assassinada pelas Farc em 2001.

Uribe, em reunião com ex-militares em Bogotá, declarou que ‘aceitamos que a justiça ordinária julgue violações dos direitos humanos por parte da polícia e que a Procuradoria esteja sempre presente, mas o que deve ser esclarecido na lei é que a parte operativa seja manejada pela polícia’.

Ele insistiu em dizer que pedirá à Procuradoria que volte a estudar o caso da ex-ministra ‘porque as decisões da polícia devem ser tomadas no campo de batalha e são os tribunais militares os que devem julgar esses procedimentos’.

Esta é a segunda vez que Uribe se pronuncia sobre a abertura de um processo disciplinar contra quatro oficiais pelo frustrado resgate da ex-ministra, seqüestrada e assassinada por rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2001.

A Procuradoria disse, entre outras coisas que a abertura de investigação se deve ao ‘planejamento da operação ter sido indevida, levando em conta que, apesar do conhecimento prévio do lugar ao qual se dirigiam e de seus adversários, as unidades militares enviadas à zona não foram dotadas de provisões suficientes e equipamento de campanha apropriado’.

Acrescenta que ‘se poderia considerar que a falta de planejamento adequado pode ter sido um fator determinante na apressada aproximação das tropas’ aos seqüestrados ‘o que colocava em perigo suas vidas’ e ‘a operação merecia maior prudência’.

Araujonoguera foi seqüestrada em setembro de 2001 por uma frente das Farc no departamento do Cesar, mil quilômetros ao norte de Bogotá e foi fuzilada pelos rebeldes em uma zona montanhosa, ante a proximidade das tropas.

A entidade de controle dos funcionários na Colômbia investiga o general Gabriel Contreras, os coronéis José Mahecha e Luis Acosta e o capitão Armando Oñoro. Na data do crime, setembro de 2001, Contreras era comandante da Primeira Divisão do Exército, Mahecha era chefe da Segunda Brigada e os outros oficiais dirigiam unidades antiguerrilha.