Presidente começa a definir a reforma ministerial

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Publicado terça-feira, 28 de março de 2006 as 22:48, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a definir, nesta terça-feira, a substituição dos ministros que vão disputar as eleições de outubro. O ex-ministro Tarso Genro deve assumir a Defesa, no lugar do vice José Alencar, segundo dois auxiliares de Lula. Ex-ministro da Educação e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso fora anteriormente convidado por Lula para voltar ao governo em janeiro, sem lugar definido. No mínimo, outras seis substituições devem acontecer até sexta, para obedecer o prazo legal. Lula mantém suspense quanto à saída do ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, pré-candidato ao governo da Bahia.

– Há dois dias o presidente me disse que não queria minha saída, mas ele sabe que sou candidato na Bahia – disse Wagner a jornalistas.

Confirmada a saída de Wagner, o Ministério das Relações Institucionais poderá ser extinto, como Lula chegou a cogitar na reforma de julho do ano passado.

O presidente recebeu a sugestão de deslocar o ministro Marcio Thomaz Bastos para a Defesa e substituí-lo por Tarso Genro, na Justiça. Depois da cerimônia de posse do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lula chamou Tarso Genro para uma conversa com o vice José Alencar, indicando que seu destino deve ser mesmo a Defesa.

Reforma ministerial

O ministro da Saúde. Saraiva Felipe, confirmou que vai disputar a reeleição para a Câmara, mas disse que não está participando de articulações para que o partido mantenha o controle da pasta. Já o ministro das Comunicações, Hélio Costa, também do PMDB, confirmou que permanece no cargo e disse que o partido poderia indicar um deputado para o Ministério dos Transportes, compensando a perda da Saúde.

O atual ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, do PL, vai disputar uma cadeira no Senado pelo Amazonas. Seu partido foi um dos mais atingidos pelo escândalo do mensalão e terá dificuldades em indicar um substituto. Até sexta-feira, para cumprir a lei eleitoral, vão renunciar os ministros Ciro Gomes (Integração Nacional), Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esportes) e José Fritsch (Pesca).