Presença militar reforça fronteira da Venezuela com a Colômbia

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Publicado quinta-feira, 13 de março de 2003 as 21:08, por: cdb

A segurança e a presença militar da Venezuela na fronteira com a Colômbia será reforçada “a curto prazo”, anunciaram nesta quinta-feira, altos comandantes do Exército, depois de visitar postos militares da região.

O Exército pretende aumentar o fornecimento de armas, melhorar os equipamentos e aumentar o número de efetivos militares na fronteira, atualmente resguardada por 5 mil homens, como declarou o comandante do Exército, o general de brigada Jorge Luis García Carneiro.

Depois de percorrer os postos militares da área fronteiriça do estado de Táchira, a oeste da Venezuela, García Carneiro disse que tais medidas obedecem à preocupação do Governo do presidente Hugo Chávez com os problemas de segurança na fronteira com a Colômbia, de uma área de 2.219 quilômetros de extensão.

García Carneiro destacou a importância de realizar uma reunião entre as autoridades militares de ambos os países a fim de “tentar colaborar com os esforços e oferecer segurança aos moradores da região”.

O Exército poderia transferir para a fronteira a Brigada de Caçadores, com o objetivo de reforçar a segurança na área.

García Carneiro disse que o governador de Táchira, Ronald Blanco La Cruz, solicitou ao Governo federal ajuda para combater os chamados “crimes de fronteira”, entre eles o roubo de gado, a extorsão de grupos irregulares e o narcotráfico.

A Igreja venezuelana denunciou hoje uma “situação de desamparo” nos povoados fronteiriços, onde assegura que existe “impunidade” e proteção “para estes grupos irregulares do país vizinho” por parte das autoridades locais.

O jornal colombiano El tiempo publicou ontem um relatório do Exército da Colômbia que aponta para a existência em território venezuelano de “escolas de treinamento e acampamentos estáveis” das guerrilhas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN).

Nesta semana, em Bogotá, o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Roy Chaderton, negou a informação e afirmou que este tipo de denúncias faz parte de uma “campanha internacional” para vincular o Governo de Chávez com a guerrilha colombiana.