Powell diz que EUA prefere diplomacia à guerra contra Coréia do Norte

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Publicado segunda-feira, 9 de junho de 2003 as 21:44, por: cdb

O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos continuam acreditando numa solução pacífica e diplomática para a crise com a Coréia do Norte, apesar de o país ter reconhecido publicamente o interesse em produzir armas nucleares.

– Não estamos a caminho da guerra. O presidente (George W. Bush) continua a acreditar que há uma oportunidade para uma solução diplomática, uma solução política, mas é uma solução que precisa vir em um fórum multilateral – disse Powell.

A Coréia do Norte anunciou nesta segunda-feira que o país comunista asiático deseja armas nucleares para poder reduzir suas forças armadas convencionais e redirecionar fundos para a economia do país, que, segundo analistas estrageiros, esta à beira do colapso.

Powell disse que o anúncio da Coréia do Norte não chega a conter tanta novidade porque o país já havia dito isso aos EUA, e Washington acredita que o Pyonguang já deva ter algumas armas nucleares.

– Eles introduziram um novo elemento dentro da lógica deles quando disseram que também fariam isso como medida de contenção de custos. Terei de refletir sobre isso por um tempo – acrescentou Powell.

Os EUA acreditam que a Coréia do Norte vai aceitar, em breve, a realização de conversações multilaterais com cinco países sobre as ambições nucleares de Pyonguang.

– Não podemos deixar a Coréia do Norte nos ditar com quem eles falarão sobre essa questão porque muitas nações são afetadas. Todas elas devem ser capazes de falar sobre essa questão e é, por isso, que continuamos a pressionar por um fórum multilateral – disse Powell.

Os norte-coreanos pediram negociações bilaterais diretas com os EUA, mas concordaram em participar de conversações trilaterais em Pequim, em abril, com EUA e China. Novas conversações ainda não foram marcadas.

Washington quer que Japão e Coréia do Sul, grandes aliados norte-americanos no leste asiático, também participem das negociações juntamente com China e Estados Unidos.