Porto iraquiano será usado para preparar invasão de Basra

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Publicado sexta-feira, 21 de março de 2003 as 15:11, por: cdb

As forças de coalizão consolidaram sua posição em Um Qasar nesta sexta-feira, um cidade portuária do Iraque a sul de Basra, tomando controle do aeroporto e das refinarias de petróleo, descritas pelos oficiais do exército como um bem estratégico da economia iraquiana.

Uma força liderada por tropas britânicas – totalizando entre 10 e 15 mil comandos da Marinha Real e cerca de 2.500 fuzileiros americanos – dominou Um Qasar, cujo aeroporto e porto são considerados importantes para o recebimento de fornecimentos militares e assistência.

Mas igualmente importante é seu uso como área de posicionamento para o impulso final em direção a Basra, uma cidade vital para a economia iraquiana, porque controla os terminais de petróleo do país no Golfo Pérsico.

Um oficial do exército britânico reportou apenas pequenos confrontos com as forças iraquianas em Um Qasar e disse que cerca de 250 soldados iraquianos se entegaram. Os soldados compunham a 51º divisão mecanizada, que guardava Basra.

O oficial disse que as tropas não tomarão Basra até sentirem que serão bem recebidos por seus moradores.

Em Safwan, do outro lado da fronteira com o Kuwait no sul do Iraque, os civis receberam a Primeira Divisão da Marinha com alegria nesta sexta-feira. Depois de controlar a cidade, alguns fuzileiros retiraram fotos do líder iraquiano, Saddam Hussein.

Um fuzileiro naval dos EUA foi morto no combate desta sexta-feira, a primeira morte em combate da guerra, afirmou uma porta-voz do Comando Central em Catar.A porta-voz não disse onde ou como a morte ocorreu, ou o nome da unidade do fuzileiro. Entrentanto, ela indicou que o fuzileiro estava junto com as forças de coalizão no Kuwait.

Apoiadas pelo fogo incessante de artilharia, as forças britânicas e americanas partiram do Kuwait e entraram no deserto iraquiano na quinta-feira, enquanto os mísseis de cruzeiro atingiam o coração de Bagdá.

Os mísseis atingiram uma área de edifícios públicos nas margens do rio Tigre, com a fumaça negra dominando o céu de uma cidade deserta.

No momento que o Pentágono manifestava satisfação com os resultados dos primeiros estágios da guerra, as primeiras baixas britânicas e americanas foram reportadas. Os militares afirmaram que 4 fuzileiros americanos e 8 soldados britânicos morreram quando seu helicóptero CH-46 Sea Knight caiu no Kuwait ao voltar de uma missão no sul do Iraque.

Nenhum detalhe foi divulgado imediatamente, mas os primeiros sinais indicam que a queda não foi causada por fogo inimigo.

O avanço no sul do Iraque foi iniciado após um ataque a Bagdá por bombardeiros stealth e mísseis de cruzeiro, que tinham como objetivo desestabilizar o governo iraquiano ao matar Saddam Hussein. As autoridades americanas de inteligência estavam tentando determinar na noite de quinta-feira se os líderes iraquianos foram atingidos no primeiro ataque da guerra.

A partir de bases na península Árabe e Oceano Índico e de porta-aviões, aviões britânicos e americanos atacaram radares e posições de artilharia no sul do Iraque.

Os ataques, ainda que substanciais, não representaram o bombardeio total prometido pelo Pentágono como o meio mais efetivo de forçar uma rendição imediata. Aparentemente, o Pentágono ainda estava explorando a possibilidade de Saddam ser derrubado sem a necessidade de ação militar, diante da deserção das unidades de elite mais próximas a ele.
Donald H. Rumsfeld, secretário de Defesa, afirmou que ainda havia tempo para o Exército iraquiano se render e evitar um ataque americano “com uma escala e escopo inéditos”.

O ataque da quinta-feira foi autorizado pelo presidente Bush ao final de uma reunião na Casa Branca na quarta-feira, segundo informou uma alta autoridade do governo na quinta-feira.

O ataque da quinta-feira foi precedido por uma serei de ataques de mísseis iraquianos contra alvos militares no Kuwait, uma ação que aparentemente acelerou o início das operações de combate.

Ao menos quatro mísseis de méd