Política de Saúde Mental no Comitê do A Receita é Saúde

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Publicado terça-feira, 27 de março de 2012 as 14:01, por: cdb

27/03/2012 16:59:09

A Política Municipal de Saúde Mental e o Enfrentamento à Situação de Rua foram os temas apresentados hoje, 27, no Comitê de Gerenciamento do programa A Receita é Saúde, pelo secretário adjunto de Saúde, Marcelo Bósio.

Bósio apresentou o reordenamento da Política de Saúde Mental realizado até 2011 (Meta 94 do PAS) e a
atualização da Política Municipal de Saúde Mental, seguindo as diretrizes da política nacional até 2013 (Meta 101 do PAS). Para tal, foram avaliados e monitorados os serviços da rede de saúde mental; o cadastro dos serviços de saúde mental – CNES; realizado Seminário de Alinhamento da Política de Saúde Mental nas oito Gerências Distritais; a unificação das equipes de NASCA com equipes de saúde mental da infância e adolescência; instituído o Fórum de Coordenadores dos Serviços de Saúde Mental e instituídas reuniões mensais com os serviços que atendem álcool e outras drogas, incluindo as Comunidades Terapêuticas e as clínicas conveniadas.

Para 2013  o programa A Recita é Saúde prevê a ampliação do número de serviços de Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) AD  de quatro para oito, sendo um em cada Gerência Distrital (Meta 95 do PAS) e criação de um CAPS AD III (Meta 97 do PAS). O que diferencia o CAPS AD do AD III é e exigência que este último tenha unidades de internação por curto espaço de tempo para pacientes em processo de desintoxicação ou como medida de proteção. Também está prevista a ampliação do número de CAPSi (infância) de três pra oito, com o objetivo de atender a todas as gerências distritais da cidade.

A ampliação de mais 100 leitos hospitalares para tratamento de pacientes em álcool e drogas, a implantação de dois consultórios de rua e a qualificação do trabalho dos redutores de danos também  são metas estabelecidas pela saúde para serem executadas até 2013.

Situação de Rua – Em relação ao Plano de Enfrentamento à Situação de Rua, foram propostas parcerias para atendimento desse público com a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), junto aos serviços de abrigagens, com equipes de saúde das unidades básicas realizando curativos, aplicação de medicamentos em visitas domiciliares.

O combate à tuberculose é outra questão que já está sendo enfrentada nas populações de rua e prisionais. Atualmente três equipes de saúde atuam diretamente no acompanhamento de pacientes com tuberculose no Presídio central e no Madre Pelletier. Segundo Bósio, a dificuldade maior se dá em relação a continuidade do tratamento, que deve durar seis meses. “Com o uso da medicação os sintomas desaparecem em até 15 dias. Assim, o paciente acha que pode abandonar o tratamento e isso dificulta a cura, sendo necessário o monitoramento enquanto durar o processo”, explica.

“Mas Porto Alegre está enfrentando este e outros problemas de saúde de forma efetiva e constante”, ressalta Bósio. Ele destaca o investimento da administração municipal na área que atinge 21% do orçamento e o modelo de gestão adotado pela Prefeitura que, por meio de uma visão sistêmica, estimula o trabalho conjunto entre secretarias, por meio da transversalidade, e utiliza ferramentas de medição do desempenho dos indicadores permitindo o alinhamento das metas. E afirma: “nosso desafio é vincular todas as nossas ações ao orçamento e vamos chegar lá”.

 

/saudemental

Texto de: Miriam Bravo
Edição de: Pedro Fernando Garcia de Macedo
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