Polícia retoma depoimentos sobre Cássia Eller

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 1 de janeiro de 2002 as 20:07, por: cdb

Os policiais que investigam a morte de Cássia Eller esperam retomar, nesta terça-feira, os depoimentos dos médicos e amigos da cantora, que morreu na noite do último sábado, depois de ser internada na Casa de Saúde Santa Maria com suspeita de consumo de álcool, drogas e calmantes. O depoimento mais esperado é o da percussionista da banda de Cássia, Lan Lan, que, na manhã de sábado, a socorreu e levou para o hospital.

Os investigadores pretendem ouvir ainda esta semana três médicos da clínica que foram intimados a depor, mas estavam viajando e voltam nesta terça ao trabalho. A polícia quer esclarecimentos sobre o que motivou a internação de Cássia, que chegou ao hospital, segundo relato dos médicos e enfermeiros, chorando muito, agitada e falando com dificuldade.

Lan Lan informou à polícia que viajaria na tarde desta segunda-feira para a Bahia. Nesta terça-feira, o apartamento onde mora com outra música da banda de Cássia, Thamyma, estava vazio. Diante das notícias de que a família de Cássia Eller ficou insatisfeita com o atendimento prestado à cantora na tarde de sábado, o presidente da Associação de Hospitais e Clínicas do Rio de Janeiro, José Carlos Abrahão, informou nesta segunda-feira que a Casa de Saúde Santa Maria, onde Cássia foi atendida, “tem todas as condições para atendimento de qualquer tipo de paciente”.

Segundo Abrahão, a Santa Maria tem classificação de “hospital A”, categoria que atesta instalações completas, como unidades de tratamento intensivo, e aparelhos mais sofisticados, como tomógrafos. “Fazemos uma classificação técnica que pode ir de A até D ou ficar sem categoria, até que o hospital atinja as mínimas condições exigidas. São mais de 200 requisitos. A Casa de Saúde Santa Maria atende a grande maioria deles”, disse Abrahão.

A associação reúne 300 clínicas e hospitais particulares do Estado do Rio. O médico da Santa Maria, Mário Lúcio Heringer, intimado pela polícia a prestar depoimento, por ter participado do atendimento a Cássia Eller, é diretor vogal da associação.