Polícia do Rio terá mais 15 dias para investigar caso Estácio de Sá

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 5 de junho de 2003 as 19:46, por: cdb

A Polícia Civil do Rio terá mais 15 dias para apurar a autoria do tiro que feriu a estudante de enfermagem Luciana Gonçalves de Novaes, há um mês, no campus Rio Comprido da Universidade Estácio de Sá. O prazo foi determinado nesta quinta-feira pelo Ministério Público.

Luciana completou nesta quinta-feira 20 anos. Ela permanece internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Pró-Cardíaco e respira com ajuda de aparelhos. Ela não apresenta movimentos nos membros inferiores e superiores, mas, para os médicos, a extensão das sequelas dependerá do tempo.

Um mês depois, o atirador ainda não foi identificado. O secretário da Segurança Pública do Estado, Anthony Garotinho, chegou a fazer um apelo para as testemunhas.

– Se o tiro partiu de dentro da universidade, ninguém viu, impossível. As testemunhas têm que colaborar com a polícia, porque senão vai ser impossível esclarecer o crime.

Versões

Desde o tiroteio no campus, a polícia apresentou várias versões para o crime. Inicialmente, anunciou que o tiro foi disparado por traficantes do morro do Turano, vizinho à universidade.

Depois, após o exame de balística ter indicado que o tiro foi a curta distância, a polícia passou a suspeitar que o disparo foi feito de dentro da universidade por um traficante ou por um policial que trabalhava na segurança.

As imagens do circuito interno de TV da universidade e que poderiam apontar o autor do disparo ainda não foram recuperadas. Elas foram entregues adulteradas à polícia. Trechos que registrariam o momento exato do crime desapareceram.

A polícia não sabe nem mesmo quem adulterou as imagens, se a própria universidade, a Tele-Segurança (empresa responsável pelo circuito interno de TV) ou a VigBan (que cuida da segurança).

O inspetor Marco Ripper, do 16º Distrito Policial (Barra), que integra a equipe de segurança da universidade, e o gerente de tecnologia da empresa Telesegurança, Carlos Luiz Ferreira Duarte, foram indiciados por envolvimento no caso.