Polícia diz que delegado morto no Rio não foi vítima de emboscada

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Publicado sábado, 31 de maio de 2003 as 14:26, por: cdb

O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, descartou neste sábado a hipótese de o delegado Adalberto Chagas, assassinado ontem à noite na Estrada das Paineiras, no Rio, ter sido vítima de uma emboscada.

– Tudo indica que foi uma tentativa de assalto para levar a picape do delegado. Não há outra hipótese sendo investigada – disse Lins. Ele lembrou que, em março, o delegado foi responsável pela prisão de um criminoso ligado ao traficante Paulo César dos Santos, o Linho, em São Paulo. No entanto, descartou a ligação do crime com a prisão.

O policial foi morto com um tiro na cabeça durante tentativa de assalto, segundo Lins. Ele estava numa picape Ranger, acompanhado dos inspetores Ricardo Wilker e Silvio Araújo, também baleados, e de um amigo quando foi abordado pelos criminosos, que ocupavam um Citroën roubado, segundo a polícia.

Houve tiroteio e dois assaltantes, Leonardo Bezerra Serpa e Mário Durval Marques, morreram. Outro criminoso que também ocupava o carro conseguiu fugir. O inspetor Wilker, ferido nas costas e no braço durante a troca de tiros, está internado. Araújo levou um tiro de raspão, mas já foi liberado. A família do delegado proibiu o acesso da imprensa ao velório, na Academia de Polícia Civil.

A polícia afirma ter encontrado uma pistola calibre 38 com os dois criminosos que morreram. Lins afirmou que o depoimento dos dois inspetores confirma que havia pelo menos mais um criminoso na ação. Segundo ele, o carro em que estavam os assaltantes havia sido roubado no Flamengo, zona sul.

O delegado entrou na Polícia Civil na década de 80 e havia assumido o comando da delegacia da Cidade Nova há dez dias. Em 2000, o inspetor Wilker foi investigado por uma comissão que apurava denúncias contra a chamada “banda podre” da polícia.