Polícia de São Paulo desmantela quadrilha que roubava obras de arte

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Publicado quinta-feira, 26 de outubro de 2006 as 18:56, por: cdb

A Polícia Civil de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira, que desmantelou parte de uma pequena quadrilha especializada em roubar obras de arte de acervos públicos. O roubo de ilustrações da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, de São Paulo, ocorrido este ano, fazia parte das ações criminosas. As informações foram dadas pelo delegado Fernando Gomes Pires, do setor de investigações gerais da 1ª Delegacia Seccional de São Paulo, que investiga o caso.

Ao todo, foram recuperadas 75 obras, dentre elas, 49 gravuras de plantas e pássaros da biblioteca do Museu Nacional do Rio de Janeiro; nove mapas e alegorias do Museu do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro; um pergaminho manuscrito pela rainha Dona Maria I, que estava no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; um livro impresso em 1855 da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e um livro impresso em 1788 do Instituto Agronômico de Campinas (SP).

Segundo Pires, as investigações do roubo na Biblioteca Mário de Andrade levaram até a residência de um porteiro desempregado, onde foram encontradas 61 obras, como as gravuras de plantas e pássaros o pergaminho. As obras foram escondidas na casa pelo ex-cunhado do porteiro, que trabalhava como encadernador e restaurador da biblioteca. Um estudante de biblioteconomia foi o responsável por encaminhar as obras, que seriam leiloadas em uma livraria do Rio de Janeiro. Segundo o delegado Pires, o estudante seria o mentor do crime.

Pires apresentou à imprensa 14 livros roubados da Biblioteca Mário de Andrade, que foram à leilão na livraria e, depois, devolvidos pelos colecionadores que as haviam comprado. O próximo passo, de acordo com o delegado, será investigar uma lista com 226 obras entregues pelo bibliotecário à livraria e que também foram à leilão. A polícia quer saber se a livraria está diretamente envolvida com a quadrilha.

As quatro pessoas envolvidas foram indiciadas por crime de receptação, e não foram presas porque não houve flagrante.