PM é recebida a tiros na Rocinha

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Publicado segunda-feira, 12 de abril de 2004 as 12:10, por: cdb

O comandante-geral da PM, coronel Renato Hottz, acaba de afirmar que uma pessoa morreu na Rua do Valão, próximo ao Largo do Boiadero, na Favela da Rocinha, Zona Sul do Rio. Neste momento, o morro está todo tomado pela polícia. Hottz subiu há pouco a Rocinha pela Estrada da Gávea. Quando passavam pela altura do número 525, os policias escutaram, através do rádio nextel, os bandidos mandando atirar. Uma mistura de tiros e fogos de artifício é ouvido neste momento na favela.

O próprio comandante está abrigado atrás de uma lixeira grande da Comlurb. O clima é de tensão já que os bandidos estão numa escadaria atirando nos policiais que sobem. Por ordem do comandante-geral da PM, coronel Renato Hottz, todos os quartéis da capital estão de prontidão. Parte do efeitivo de 1.237 homens, entre soldados, cabos, sargentos e oficiais, foram para a Rocinha e estão fazendo a Operação Vasculhamento, visando prender traficantes e apreender armas e drogas.

As equipes, integradas por 300 PMs cada uma, vão atuar em turnos de oito horas. Foram convocados homens dos grupamentos Aquático-Marinho, Especial Tático-Móvel e dos batalhões de Operações Especiais e de Policiamento Florestal e das unidades do Leblon, Copacabana, Botafogo e Recreio dos Bandeirantes, além de PMs da Companhia de Cães.

O esquema inclui os acessos ao Vidigal e à Rocinha, como a Avenida Niemeyer e a Auto-Estrada Lagoa-Barra. Noventa policiais civis vão incursionar nas favelas durante o dia. Soldados dos batalhões Florestal, de Operações Especiais e da Companhia de Cães estão nas matas caçando os bandidos. A PM vai fazer incursões atrás dos 60 marginais que estão na comunidade. Segundo a polícia, 200 homens invadiram o local na madrugada da Sexta-feira Santa, mas a PM conseguiu expulsar a maior parte deles. Há ainda 60 homens no local.

O governo do Estado do Rio anunciou no domingo que vai cercar parte do morro da Favela da Rocinha com um muro de três metros de altura. A guerra pelo controle do tráfico na Favela deixou oito mortos desde a madrugada da Sexta-Feira Santa.