Playmobil completa 30

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Publicado sexta-feira, 26 de março de 2004 as 16:00, por: cdb

Após 30 anos de vida, os bonecos Playmobil continuam os mesmos, mesmo depois da revolução dos jogos eletrônicos.

No início, em 1974, os tipos eram pouco variados: o índio americano, o operário com seu capacete e o cavaleiro medieval (cavalo não incluso). Desde então, mais de 1,7 bilhão de bonecos povoaram um verdadeiro universo criado para eles, dando origem a uma marca histórica e popular em todo o mundo, saída da cabeça de um fabricante de briquedos alemão.

Uma exposição no Museu das Crianças, na cidade de Speyer, sudoeste da Alemanha, revive a história dos pequenos bonecos de plástico, do protótipo do Playmobil às últimas criações.

Os visitantes do museu podem apreciar as dezenas de paisagens e ambientes criados pela Playmobil, entre fazendas, ilhas tropicais, explorações submarinas, estações espaciais, supermercados e a sempre popular ilha dos piratas.

“Muitas crianças conhecem o Playmobil, mas elas não sabem quando e como os bonecos foram inventados”, disse a curadora da exposição, Catherine Biasini.

Esta também é outra mostra da longevidade do Playmobil: nunca envelhecer numa indústria em que os brinquedos da moda hoje são descartados na próxima temporada.

A exposição deixa à prova sua forma imutável. Dos 600 figurinos diferentes produzidos em três décadas, foram poucas as mudanças entre os protótipos do início dos anos 70 e os últimos lançamentos.

Os cocares dos índios foram substituídos por capacetes de bombeiros, armaduras brilhantes, tranças. As mulheres surgiram em 1976, seguidas das crianças, em 1981. O mundo Playmobil é repleto de acessórios, tais como espadas, naves espaciais, armas, produtos enlatados e uma incrível variedade de uniformes.

Numa pequena concessão à mudança dos tempos, o catálogo da companhia inclui um novo “universo” policial, com edificações tais como uma prisão e um posto de controle.

O criador do mundo Playmobil foi um empresário do ramo dos brinquedos fascinado pelo plástico. Horst Brandstaetter criou sua marca no final dos anos 50, desenvolvendo a produção industrial dos bambolês. Ele se tornou o fornecedor europeu do brinquedo que virou uma verdadeira febre na época.

O trio índio-operário-cavaleiro fez sua estréia na feira de brinquedos de Nuremberg, em 1974 e, enquanto os empresários mostravam pouco interesse, pais e filhos se interessavam pelos personagens de plástico com sete centímetros de altura.

A contínua pujança financeira da companhia é a prova de que a Playmobil esiste à era dos videogames e jogos de computador e que os pequenos bonecos ainda são páreo para os concorrentes que cantam e dançam. Em 2003, os rendimentos do grupo chegaram a 320 milhões de euros (US$ 402 milhões), um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.

A exposição, inaugurada em 30 de novembro e que oficialmente celebrou o 30º aniversário do brinquedo em 11 de março, se encerra em 18 de abril.

Os adultos também deram sua contribuição, trazendo suas próprias coleções, entre eles um circo composto de vários prédios, com centenas de músicos, atores e platéia. “Todas as gerações encontram algum interesse no Playmobil”, disse Biasini.

“Você sai desta exposição mais jovem do que entrou”, declarou Michael Schmidt, de 36 anos, que visitava o museu acompanhado do filho, Florian, de 11.

“Eu costumava brincar com Playmobil quando era pequeno. Agora é meu filho quem brinca. Esses brinquedos não envelhecem, conseguiram permanecer modernos”, afirmou.