PF investiga 380 telefonemas para Presidência no caso dossiê

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Publicado terça-feira, 24 de outubro de 2006 as 20:32, por: cdb

A Polícia Federal está investigando 380 mil ligações efetuadas e originadas de telefones da Presidência da República e o envolvimento de 66.256 pessoas nas investigações da compra do dossiê por petistas para envolver políticos do PSDB com a máfia das sanguessugas.

Esses dados estão sendo cruzados com 43.778 contas bancárias, 56.047 linhas telefônicas, que geraram 2.828 milhões chamadas. Na compra dos dólares, que seriam usados como parte do pagamento do dossiê, são analisados 311.039 e mais de 1,58 milhão de transações financeiras.

Esses dados referem-se à quebra de sigilo bancário e telefônico do período de um mês terminado em 15 de setembro, data em que os petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha foram presos pela PF com R$ 1,7 milhão.

A Polícia Federal teria identificado uma das pessoas da mesma família que teriam adquirido US$$ 249,9 mil, US$ 1,1 mil acima do encontrado com Gedimar para realizar a transação do dossiê. Um deles já teria sido ouvido pela PF e disse que não teria comprado dólares. Ele teria confirmado ainda que outras pessoas de sua família tinham o mesmo número de CPFs apresentados pelos investigadores, segundo uma fonte da investigação.

Os laranjas seriam pessoas de origem humilde e teriam comprado os dólares na empresa Vicatur, com sede em Nova Iguaçu, baixada fluminense. Um dos delegados disse, nesta terça-feira, que ainda é difícil estabelecer qual a relação da Vicatur já que todas as diligências nas casas de câmbio foi detectado o uso de pessoas que emprestam nomes, número de RG ou CPF para justificar a transação de terceiros.

Os petistas envolvidos, além de Gedimar e Valdebran, são: Jorge Lorenzetti, ex-diretor do Banco do Estado de Santa Catarina e chefe Gedimar no centro de análise de risco e mídia da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Oswaldo Bargas, ex-secretário-executivo do Ministério do Trabalho; Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo; Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil; e Freud Godoy; ex-assessor especial do presidente.