PF deflagra operação contra corrupção em estatais

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Publicado terça-feira, 23 de maio de 2006 as 11:18, por: cdb

A Polícia Federal deflagrou, na madrugada desta terça-feira, a Operação Castores para reprimir a atuação de uma quadrilha que vinha cometendo crimes de tráfico de influência e corrupção ativa e passiva em procedimentos administrativos financeiros de Itaipu Binacional, Furnas, Eletrosul e Eletronorte.

Estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e sete mandados prisão temporária em Curitiba, Foz do Iguaçu, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Brasília, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal Federal de Curitiba.

Segundo o chefe da Comunicação Social da PF, Alexander Porto, as investigações começaram em agosto de 2005, a partir de representação criminal apresentada pela diretoria jurídica da Itaipu Binacional. A empresa relatava indícios de possíveis crimes de falsificação de documentos públicos e estelionato.

O Núcleo de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Civil do Paraná (Nurce) iniciou as investigações e descobriu uma quadrilha que falsificava selos, carimbos de cartórios e assinaturas de diretores da Empresa Lorenzetti, em procedimentos administrativos financeiros junto a Itaipu.

Segundo as primeiras informações, há indícios da participação de diretores da empresa multinacional Alston no pagamento de “vantagem financeira” para funcionários públicos, buscando a facilitação na liberação de pagamentos, diminuição de multas e glosas em contratos com a Eletronorte.

Os diretores da empresa Transpesa Della Volpe são acusados de contratar intermediários que se utilizavam de suposta influência sobre funcionários da Itaipu e ofereciam vantagens financeiras para facilitar o recebimento de créditos relativos a supostos atrasos contratuais.

Uma entrevista coletiva marcada para hoje à tarde, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, deve dar maiores detalhes e um balanço final da “Operação Castores”. Segundo Porto, o nome da operação foi escolhido porque o castor é um animal que faz sua residência em barragens, atrapalhando o fluxo das águas, o que tem semelhança com a tentativa de mudar o curso administrativo da barragem de Itaipu.