Petrobras amplia malha de gasodutos no país

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 17 de abril de 2006 as 13:59, por: cdb

A Petrobras assinou, nesta segunda-feira, o contrato para a construção do gasoduto Cabiúnas-Vitória (Gascav), primeira parte do Gasene, gasoduto que fará o escoamento de gás natural para as regiões Sudeste e Nordeste. A empresa responsável pela engenharia, suprimento, construção e montagem do gasoduto será a estatal chinesa de petróleo Sinopec Group.

No valor US$ 239 milhões, o contrato prevê a construção do gasoduto em 15 meses, segundo comunicado enviado hoje pela Petrobras a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O gasoduto Gascav terá vazão diária de 20 milhões de metros cúbicos por dia, com 28 polegadas de diâmetro e cerca de 300 quilômetros de extensão. Também fazem parte do Gasene os gasodutos Vitória-Cacimbas (125 km, em construção) e o gasoduto Cacimbas-Catu, maior trecho do conjunto, ainda em fase de projeto, com 765 km.

A ampliação da infra-estrutura de transporte (gasodutos) é fundamental para que o Brasil atinja maturidade no setor de gás natural, afirma relatório da Petrobras. Para criar condições para o escoamento da sua produção de gás natural e de incentivar o mercado de gás, a estatal incluiu no seu Plano Estratégico a previsão de investimentos da ordem de US$ 6,5 bilhões nos próximos cinco anos nesse setor.

Gasodutos

Os gasodutos previstos no projeto totalizam 1.215 km, o que permitirá também que o gás importado da Bolívia, além do produzido no Sudeste e Nordeste, chegue ao mercado consumidor destas duas regiões. A expectativa da Petrobras é a de que com a construção Gasene se consiga suprir o déficit de gás natural para a região Nordeste, aumentando a distribuição do gás da Bolívia e a criação de novos mercados, principalmente entre Cabiúnas (RJ), e Catu (BA).

A infra-estrutura de gasodutos vai possibilitar também o escoamento das reservas atuais e futuras das Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, além de oferecer maior flexibilidade para o remanejamento da oferta de gás, adaptando-se a eventuais oscilações na demanda da indústria de gás natural.