Pet recorre à Justiça para poder jogar

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Publicado sexta-feira, 14 de março de 2003 as 10:41, por: cdb

Embora tenha recebido salários em dia no Vasco, o meia Petkovic entrou com uma ação na Justiça do Trabalho, na última terça-feira, solicitando a liberação de sua transferência para o Shangai Shenhua, da China. O pedido foi deferido pelo juiz titular da 19ª Vara Trabalhista, José Veillardi Reis, que, no entanto, determinou que fosse feito um depósito de R$ 1,5 milhão, como caução.

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, afirmou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, em São Januário, que o clube não concorda com a decisão da Justiça do Trabalho e ratificou a posição de tentar impedir, na Fifa, que Pet faça sua estréia no futebol chinês.

“Hoje em dia, que o dinheiro está em primeiro lugar, dá para entender esse tipo de atitude. Essa quantia é uma mera caução, que não me agrada”, disse Eurico, que seguiu com o discurso:

“Ao tomarmos conhecimento de que ele havia entrado na Justiça, constituímos o Marcos Motta como nosso advogado para levar o caso à Fifa. Ontem, (quarta-feira) dei uma procuração para ele agir em nome do Vasco e, hoje, comunicamos o Ministério do Trabalho da quebra de contrato”, completou o cartola.

Motta embarcou para a Europa na noite de quarta-feira. Além de passar na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, o advogado se reunirá com a diretoria da Juventus, da Itália, na tentativa de prorrogar o empréstimo do lateral-esquerdo Athirson, do Flamengo.

Na primeira semana de março, durante o Carnaval, seduzido por alguns milhões de dólares, Petkovic comunicou ao Vasco que estava se transferindo para o Shangai Shenhua, mesmo ainda tendo contrato com o clube carioca até o meio do ano.

A atitude anti-ética do “gringo”, artilheiro do time cruzmaltino no Campeonato Carioca, com oito gols, não foi bem digerida pelo presidente do clube e pelos torcedores, que xingaram bastante o sérvio nos últimos jogos.

“Diria que, no Vasco, as portas para ele não estão nem entreabertas. Também acho muito difícil ele voltar a jogar aqui no Brasil, porque precisaria do visto de trabalho. Com o pedido de demissão, o visto foi anulado. E, para voltar ao país, precisaria de outro, o que não seria nada fácil”, afirmou Eurico, que aceitaria indenização de cerca de R$ 12 milhões para liberar Petkovic.