Pesquisa: ‘No Sul, morte materna é a maior do continente americano’

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Publicado terça-feira, 21 de outubro de 2003 as 22:20, por: cdb

Há dez vezes mais mortes maternas na América Latina e no Caribe do que nos Estados Unidos e no Canadá. No bloco do Sul, morrem 93 mães em cada 100 mil crianças nascidas com vida, contra somente nove no bloco do Norte, revelou nesta terça-feira o Centro Latino-americano de Perinatologia (CLAP), com sede em Montevidéu.

A informação do CLAP se baseou em dados atualizados do Programa Especial de Análise de Saúde da OPS (Organização Pan-americana da Saúde), e não especificou as causas das mortes. O comunicado destacou que “na região da América do Sul e México, o país com maior taxa de mortalidade materna é a Bolívia, com 390 mortes em cada 100 mil crianças nascidas com vida”.

– A menor é o Chile, com 18,7. Depois vem o Uruguai com 28, a Argentina com 43,5, o Brasil com 44,9, a Venezuela com 76,9, o Equador com 97, a Colômbia com 104,9 e finalmente o Peru com 185 – acrescentou. No total, são registradas 7.839 mortes maternas por ano no México e nos países sul-americanos, especificou o CLAP.

– Na América Central, são 1.307 mortes maternas por ano. O maior número é no Guatemala, com 153 a cada 10 mil nascidos vivos, enquanto o menor é na Costa Rica, com 38 – informou o documento.

Segundo o informe, “na região do Caribe Latino, onde há 1.544 mortes maternas por ano, o país com o maior número é o Haiti, com 523 a cada 100 mil nascidos com vida. Porto Rico, com 9,1, tem o menor número. Cuba registra 41,8 e a República Dominicana 82”.

No Caribe não Latino, há 112 mortes maternas por ano, das quais a metade aconteceu na Jamaica, com 106 mortes maternas a cada 100.000 nascidos vivos.  

Em toda a América latina e o Caribe, há 10.802 mortes maternas anuais, contra 430 no Canadá e Estados Unidos.