Pesquisa mostra boas oportunidades para aluguel de software pela Web

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Publicado quinta-feira, 23 de agosto de 2001 as 16:29, por: cdb

Provedores de serviços de aplicação via Internet. Os ASPs (Application Service Providers), como foram batizados, são uma realidade irreversível dentro de um mundo cada vez mais interconectado e que busca custos operacionais cada vez menores.

E os ASPs se encaixam sob medidade dentro desta necessidade, já que propõem um modelo de venda de software, onde o cliente paga uma mensalidade pelo uso de um software que se encontra em um servidor Web do provedor, sem ter que gastar uma fortuna com a aquisição de caixas, manuais e upgrade de equipamentos para a instalação local do software.

Apesar de todo esse apelo, o conceito ainda não se espalhou dentro do mundo corporativo nacional e latino-americano, como demonstra uma pesquisa recente realizada pelo IDC Brasil – subsidiária regional do conhecido instituto norte-americano de pesquisas no mercado de TI e Telecom – com empresas da região.

A pesquisa, entretanto, também revela que existem oportunidades de negócios muito grandes nos próximos anos para aqueles que resolverem investir neste modelo de serviço nos próximos anos, embora apenas uma pequena porcentagem dos tomadores de decisão da América Latina demonstrem possuir um conhecimento detalhado sobre o que realmente significa o conceito de ASP e somente um pouco mais que 70% das companhias entrevistadas na região tenham indicado ter alguma familiaridade com o termo e o conceito.

“Trata-se de uma importante informação para os fornecedores de ASP que estão tratando de aproveitar-se das vantagens iniciais na região, considerando que o êxito futuro deste mercado depende em grandes parte dos seus esforços em difundir o conceito em maior profundidade entre as organizações”, afirma Danielle Andreazzi, analista de IT Services da IDC Brasil – que está desenvolvendo um raio X do mercado nacional de ASPs com conclusão prevista para outubro deste ano.

O estudo prevê que se mantenha ainda um período de “evangelização” até meados de 2002, com adoções iniciais ainda em pequena escala. Para a analista do IDC Brasil, ainda levará algum tempo para este mercado deslanchar, já que sua dinâmica de negócios difere dos comportamentos convencionais de compra e modelos tradicionais, além de requerer uma sofisticada infra-estrutura.

“ASP é um conceito novo, que enfrenta muita resistência. A avaliação do seu custo-benefício tem de ser difundida para que a taxa de adesão possa aumentar. A curto prazo, por exemplo, as empresas que o adotam contam com o baixo custo do hosting e a facilidade da administração remota, entre outras vantagens”, revela Danielle.

Para este estudo a IDC entrevistou cerca de 1.300 tomadores de decisão da América Latina, com o objetivo de verificação dos níveis de familiaridade e tendências de adoção – presentes e futuras, além de identificar as preferências dos usuários e as preocupações existentes em relação ao modelo de ASP na América Latina.