Pela privatização da revista Veja

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Publicado sábado, 3 de março de 2012 as 11:20, por: cdb

Por Altamiro BorgesA ação criminosa da Veja contra o ex-ministro José Dirceu – tentativa de invasão do seu apartamento e filmagens ilegais no hotel – já não surpreende. Há muito tempo que a revista da famiglia Civita não tem mais nada de jornalismo e comete crimes parecidos com os praticados pelo mafioso Rupert Murdoch. O que surpreende é que esta revista ainda abocanhe tanta publicidade de governos – inclusive dos que são vítimas de suas ações levianas. Reproduzo matéria sobre o tema de setembro de 2009.*****Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, o irreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma das maiores autoridades brasileiras em internet, deu uma idéia brilhante. Propôs o início imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, a poderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elites colonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiando os cofres públicos. “Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência”, prognosticou Serginho.As “generosidades” do governo LulaPesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que “nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139, 55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país… Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos”.Indignado, Carlos Lopes criticou. “O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente seu panfleto – a revista Veja”. Realmente, é um baita absurdo que o governo Lula ajude a “alimentar cobras”, financiando o Grupo Abril com compras milionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidade oficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos da democracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muito pragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três “virtudes” juntas.A relação promiscua com os tucanosJá da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famíglia Civita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje o principal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é o mais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranhar suas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes do PSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do “barão da mídia” Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao grupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do “Guia do Estudante”, outra publicação da Abril. Como observa o deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.O mensalão da mídia golpistaSegundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração da educação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam a sugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela “privatização” da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzo abaixo algumas mamatas do Grupo Civita:- DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual de ensino. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara “inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola.- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura:01/10/2008.- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, cito alguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de 12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a “ditabranda” viu desabar sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o “mensalão” no parlamento.

Pela privatização da revista Veja

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 6 de setembro de 2011 as 11:01, por: cdb

A ação criminosa da Veja contra o ex-ministro José Dirceu–tentativa de invasão do seu apartamento e filmagens ilegais no hotel– já nãosurpreende. Há muito tempo que a revista da famiglia Civita não tem mais nadade jornalismo e comete crimes parecidos com os praticados pelo mafioso RupertMurdoch. O que surpreende é que esta revista ainda abocanhe tanta publicidadede governos – inclusive dos que são vítimas de suas ações levianas. Reproduzomatéria sobre o tema de setembro de 2009.

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Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, oirreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma dasmaiores autoridades brasileiras em internet, deu uma ideia brilhante. Propôs oinício imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, apoderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elitescolonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiandoos cofres públicos. “Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, asrevistas da Abril iriam à falência”, prognosticou Serginho.

As “generosidades” dogoverno Lula

Pesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes,editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que “nosúltimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantiade R$ 719.630.139, 55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse derecursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os gruposeditoriais do país… Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC.Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%)do MEC para compra de livros didáticos”.

Indignado, Carlos Lopes criticou. “O MEC, infelizmente, estáadotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustenteseu panfleto – a revista Veja”. Realmente, é um baita absurdo que o governoLula ajude a “alimentar cobras”, financiando o Grupo Abril com comprasmilionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidadeoficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos dademocracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muitopragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três “virtudes” juntas.

A relação promiscuacom os tucanos

Já da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famígliaCivita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje oprincipal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é omais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranharsuas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes doPSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação dodeputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e aEditora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.

A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% datiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do”barão da mídia” Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio aogrupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga ainclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do “Guia doEstudante”, outra publicação da Abril. Como observa o deputado Ivan Valente,”cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza,hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituiçãoprivada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.

O mensalão da mídiagolpista

Segundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração daeducação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numaminuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu oque parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e aoutras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam asugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela”privatização” da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzoabaixo algumas mamatas do Grupo Civita:

– DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita.Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual deensino. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007.No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara”inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas darevista Nova Escola.

– DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00.Data da assinatura: 14/03/2008.

– DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.

– DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00.Data da assinatura: 23/07/2008.

– DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão,manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor:R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.

– DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita.Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias.Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura:01/10/2008.

– DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.

– DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.

– DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80.Data da assinatura: 18/05/2009.

– DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicaçãoAtualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00.Data da assinatura: 10/06/2009.

Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, citoalguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturasdo jornal Folha de São Paulo, que desde a “ditabranda” viu desabar suacredibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas dojornalão oligárquico O Estado de São Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 demaio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, porR$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o “mensalão” no parlamento.

Pela privatização da revista Veja

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado domingo, 28 de agosto de 2011 as 20:39, por: cdb

Por Altamiro BorgesA ação criminosa da Veja contra o ex-ministro José Dirceu – tentativa de invasão do seu apartamento e filmagens ilegais no hotel – já não surpreende. Há muito tempo que a revista da famiglia Civita não tem mais nada de jornalismo e comete crimes parecidos com os praticados pelo mafioso Rupert Murdoch. O que surpreende é que esta revista ainda abocanhe tanta publicidade de governos – inclusive dos que são vítimas de suas ações levianas. Reproduzo matéria sobre o tema de setembro de 2009.*****Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, o irreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma das maiores autoridades brasileiras em internet, deu uma idéia brilhante. Propôs o início imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, a poderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elites colonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiando os cofres públicos. “Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência”, prognosticou Serginho.As “generosidades” do governo LulaPesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que “nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139, 55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país… Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos”.Indignado, Carlos Lopes criticou. “O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente seu panfleto – a revista Veja”. Realmente, é um baita absurdo que o governo Lula ajude a “alimentar cobras”, financiando o Grupo Abril com compras milionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidade oficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos da democracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muito pragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três “virtudes” juntas.A relação promiscua com os tucanosJá da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famíglia Civita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje o principal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é o mais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranhar suas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes do PSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do “barão da mídia” Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao grupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do “Guia do Estudante”, outra publicação da Abril. Como observa o deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.O mensalão da mídia golpistaSegundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração da educação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam a sugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela “privatização” da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzo abaixo algumas mamatas do Grupo Civita:- DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual de ensino. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara “inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola.- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura:01/10/2008.- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, cito alguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de 12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a “ditabranda” viu desabar sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o “mensalão” no parlamento.