Pedindo licença para mentir

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Publicado segunda-feira, 22 de maio de 2006 as 15:12, por: cdb

Delúbio, o PT e os bingos

A CPI dos Bingos vai ouvir nesta terça-feira o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares sobre supostas doações dos bingueiros à campanha de Lula. A denúncia foi de Rogério Buratti, ex-secretário de Antônio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto. Em troca das doações, o governo Lula legalizaria os bingos, cuja situação legal era precária. Como de vezes anteriores em que foi convocado para depor em CPIs, Delúbio já recorreu ao STF para poder mentir ou calar-se. Como já foi dito aqui, este é um comportamento absurdo para um dirigente político.

 

Delúbio, o PT e Daniel Dantas

Delúbio certamente ouvirá, também, perguntas sobre algo que disse o banqueiro Daniel Dantas à imprensa. Segundo Dantas, o então tesoureiro do PT pediu uma doação de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões para o partido. Em troca, o banqueiro teria a garantia de que não seria incomodado, além de receber uma “mãozinha” em seus negócios.

 

Sai Itamar e entra Simon?

Especula-se que Itamar Franco vai retirar sua pré-candidatura a presidente (que, diga-se, ninguém nunca levou a sério) para apoiar Pedro Simon. Este último parece mordido pela mosca azul. Não sem razão. Se for lançado candidato efetivamente, e não estiver apenas fazendo jogo de cena para dificultar a candidatura de Garotinho, pode ser um nome competitivo. Interessante é que, sabendo disso, a quinta-coluna governista do PMDB, que dizia apoiar Rigotto e, depois, Itamar, está de bico calado. A candidatura Simon pode atrapalhar os planos de Lula de decidir a eleição já no primeiro turno.

 

As duas bolsas de Lula

César Benjamin, escolhido pelo PSol para vice de Heloísa Helena, apresentou números instigantes na palestra que fez na plenária de mandato do deputado Chico Alencar, no último sábado. César usou estudo do economista (petista, mas crítico da política econômica) Márcio Pochman que mostra um dão impressionante: apenas 20 mil famílias se apropriaram de 80% dos R$ 160 bilhões pagos pelo governo Lula em 2005 a título de juros da dívida interna. A partir daí, César calculou quando caberia, em média, a cada uma dessas famílias