Pediatra pedófilo é condenado a 124 anos de prisão em SP

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Publicado terça-feira, 25 de março de 2003 as 12:36, por: cdb

O pediatra Eugênio Chipkevitch, 48 anos, acusado de pedofilia em São Paulo, foi condenado nesta segunda-feira a 124 anos de prisão em regime fechado e ao pagamento de 150 dias/multa, fixados, cada um, em um salário mínimo. O pediatra está preso desde o dia 21 de março do ano passado.

A pena máxima no país, porém, é de 30 anos de reclusão. A sentença aplicada é uma somatória do número de vítimas.

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado, ele foi condenado por atentado violento ao pudor, combinado com presunção de violência, quando a vítima não pôde oferecer resistência, – as vítimas eram menores de idade ou estariam dopadas, em 11 casos.

Também foi condenado, por dez vezes, por fotografar ou publicar cena pornográfica ou de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.

A defesa poderá apelar da decisão do juiz Marcelo Semer, da 10ª Vara Criminal. Chipkevitch foi detido após a divulgação de imagens em que aparece sedando e abusando de seus pacientes. As fitas de vídeo foram encontradas em uma caçamba de rua, em São Paulo, por um trabalhador.

Após a prisão, o Centro de Vigilância Sanitária do Estado encontrou no lixo do pediatra frascos vazios do pré-anestésico Dormonid. A droga provoca sonolência e faz com que o paciente perca o controle dos movimentos.

O pediatra, atualmente, está na carceragem do 13º Distrito Policial de Casa Verde e divide a cela com o médico Farah Jorge Farah, acusado de esquartejar a mulher com quem teria um relacionamento amoroso.

No dia 30 de janeiro, a 6ª Câmara Criminal do TJ negou pedido de habeas corpus feito pela defesa do pediatra. Otavio Augusto Rossi Vieira, advogado constituído pelo acusado, disse que aguarda o julgamento de um pedido de habeas corpus apresentado ao Superior Tribunal de Justiça e que recorrerá da condenação.

Ele e o outro advogado do médico, Paulo Sérgio Leite Fernandes, foram afastados do caso pela Justiça por não terem apresentado as alegações finais da defesa. Segundo Vieira, o fato foi motivado pela negativa da Justiça de atender a pedidos da defesa, como o acesso às fitas.