PBH empossa conselho para formular e coordenar políticas antidrogas

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Publicado quinta-feira, 1 de março de 2012 as 16:10, por: cdb

Propor a execução de atividades de prevenção do uso e abuso de drogas, de tratamento e de reinserção social do dependente químico e de seus familiares. Essa é a missão dos representantes do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, formado por membros do poder público e de instituições da sociedade civil, que foram empossados nesta quinta-feira, dia 1º, na sede da Prefeitura, no Centro da capital. Além dos membros do órgão, a solenidade de posse contou com as presenças do prefeito Marcio Lacerda, da presidente do conselho, Márcia Cristina Alves, dos secretários municipais de Saúde, Marcelo Teixeira, de Governo, Josué Valadão, e de Políticas Sociais, Jorge Nahas, entre outras autoridades.

O Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas é composto por 42 pessoas, entre titulares e suplentes, que terão mandato de dois anos, sendo permitida uma única recondução pelo mesmo período. O órgão tem como principais funções fomentar pesquisas e levantamentos que propiciem uma análise capaz de nortear as políticas públicas sobre drogas. Além disso, visa estimular e promover junto aos órgãos competentes a capacitação profissional necessária para o desenvolvimento da política municipal sobre drogas, sempre com base em princípios científicos, éticos e humanísticos.

De acordo com a presidente do conselho, Márcia Alves, o órgão visa não apenas o combate às drogas, mas principalmente à prevenção e ao tratamento do dependente químico. “Temos como missão buscar entender a motivação dos jovens se envolverem com as drogas”, destacou. Integrante do conselho, a tenente Audileia Maria da Silva ressaltou que o papel da Polícia Militar será fortalecer as bases de prevenção por meio do programa Educacional de Resistência às Drogas, que realiza ações dentro das escolas. “Nas unidades de ensino, o nosso trabalho visa evitar que o aluno tenha o primeiro contato com substâncias lícitas e ilícitas”, contou. Segundo ela, as substâncias lícitas são mais usadas devido ao fácil acesso.

Membros

O conselho é composto por 14 representantes das secretarias municipais de Saúde, Educação, Esporte, Adjunta de Trabalho e Emprego, Políticas Sociais, Governo e da Câmara Municipal da capital; 14 representantes do Ministério Público Estadual, das polícias Civil e Militar, do Conselho Estadual Antidrogas, da Subsecretaria Estadual de Políticas sobre Drogas e do Centro Mineiro de Toxicomania; e 14 representantes de instituições da sociedade civil, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a PUC-MG, a Pastoral da Sobriedade, a Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (FEBRACT), a Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil (Feteb), a Redução de Danos de Minas Gerais (Redamig) e a Associação Brasileira Comunitária e de Pais para a prevenção do Abuso de Drogas (Abraço).

O conselho atuará em atividades planejadas por meio de critérios técnicos, econômicos e administrativos, tendo em vista as necessidades e peculiaridades das diferentes regiões do município, propondo a execução de atividades preventivas do uso e abuso de drogas, de tratamento e de reinserção social do dependente químico e de seus familiares.

Atendimento aos usuários de drogas e álcool

Para tratar os usuários de drogas e álcool, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), possui o Centro de Referência em Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Cersam-AD), que fica na região da Pampulha. O centro funciona todos os dias da semana, 12 horas por dia, e está em fase de transição para o funcionamento em 24 horas. Desde sua inauguração, em 2008, 2.828 pessoas já deram entrada no Cersam-AD.

A primeira abordagem aos pacientes pode ser feita nos 147 centros de saúde da capital e a rede conta com 191 psicólogos e 84 psiquiatras. Segundo dados da Secretaria de Saúde, cerca de 60% dos usuários do Cersam-AD é composta por dependentes de álcool, a maioria deles do sexo masculino, com média de idade entre 20 e 67 anos, e mulheres entre 21 e 58 anos.

As crianças e os adolescentes usuários de álcool e outras drogas são atendidas por meio do Centro de Referência em Saúde Mental Infantil (Cersami), que conta com uma equipe multiprofissional que oferece a seus usuários atendimentos psicoterápico e medicamentoso, além de atividades culturais e de lazer.