Passagens de trens e barcas vão aumentar

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Publicado quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007 as 10:14, por: cdb

Passageiros de barcas e trens devem se preparar: vêm aí mais dois aumentos de tarifa. A agência reguladora dos transportes, a Agetransp, concedeu ontem reajustes de pouco mais de 5% nas passagens da SuperVia e de quase 9% nas barcas entre Rio e Niterói. A Barcas S/A foi autorizada a elevar, a partir de 2 de março, o preço da viagem na linha Praça 15-Araribóia de R$ 2,10 para até R$ 2,31.

A SuperVia, por sua vez, poderá cobrar até R$ 2 pela passagem. Hoje, usuários pagam R$ 1,90 pela viagem. Ainda não foi informado quando a nova tarifa entrará em vigor. Em ambos os casos, as empresas podem arredondar os valores para baixo.

Todas as tarifas da Barcas S/A – e não só a da linha Rio-Niterói – vão aumentar a partir de março. O trajeto até Cocotá, na Ilha do Governador, hoje a R$ 2,70, pode subir a até R$ 3,10. A viagem para Paquetá nos dias úteis passará dos atuais R$ 3,60 a até R$ 4,22; fins de semana e feriados, pula de R$ 6 para até R$ 8,42.

Já as linhas da Ilha Grande ficarão assim: de Mangaratiba, passa de R$ 5,25 para até R$ 5,91, nos dias úteis, e de R$ 26,42 a até R$ 29,56, sábados, domingos e feriados. De Angra dos Reis, as tarifas serão, respectivamente: de R$ 5,35 a até R$ 6,07 e de R$ 26,80 a até R$ 30,35.

Prazos diferentes

A empresa tem 30 dias para informar aos passageiros quanto cobrará, já que é permitido arredondar para baixo e fazer promoções – caso das linhas da Ilha Grande, cuja tarifa nos fins de semana é de R$ 15. O último aumento foi em maio.
A SuperVia, porém, já havia publicado anúncio informando do reajuste anual. A concessionária não quis divulgar quando as passagens sofrerão aumento efetivamente, garantindo apenas que todos os usuários serão alertados com antecedência. O último reajuste nas tarifas foi aplicado em junho.

Os passageiros reclamam

A aprovação pela Agetransp dos pedidos de aumento de passagens desagradou aos passageiros de trem, que já pensam no peso da medida em seus bolsos.

O estudante de Engenharia Leonardo Mangia, 23 anos, por exemplo, achou o reajuste, que pode chegar a R$ 0,10, caro. – Nem todo mundo pode pagar isso. Fica caro. Vai fazer diferença na hora de pedir um cafezinho – reclamou ele, ao embarcar na estação de trem de São Cristóvão. O auxiliar de escritório Alexsandro Adolfo, 27, já esperava pelo aumento: -O ônibus subiu, era questão de tempo até acontecer o mesmo com o trem – comentou.