Participação de Portugal na Cúpula é criticada por socialistas

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Publicado domingo, 16 de março de 2003 as 18:53, por: cdb

O Partido Socialista (PS) português considerou neste domingo, “inadmissível” que o primeiro-ministro do país, José Manuel Durão Barroso, tenha tomado parte numa “declaração de guerra” contra o Iraque durante a Cúpula realizada na Base das Lajes.

O líder socialista Eduardo Ferro Rodrigues afirmou que o primeiro-ministro português havia se comportado como “um agente colaborador” nesta Cúpula e que a guerra “não é a solução para que o Governo do Iraque cumpra os compromissos com as Nações Unidas”.

“Nada justifica que se avançe em direção à guerra neste momento, quando resta conhecer um último relatório dos inspetores”, disse Ferro Rodrigues em uma entrevista coletiva, após uma reunião do secretariado do PS.

Segundo o secretário-geral do partido, o Governo de centro-direita “está comprometendo Portugal em uma escalada de violência”. Além disso, Ferro Rodrigues advertiu que o conflito bélico não só pode provocar o aumento de atos terroristas, como também pode gerar efeitos negativos sobre a economia.

O líder socialista ressaltou que dois dias antes da Cúpula dos Açores, Durão Barroso havia assegurado que dessa reunião não sairia nenhuma declaração de guerra, “exatamente o que aconteceu”.

Carlos Carvalhas, secretário-geral do Partido Comunista, concordou e disse que em Lajes “três falcões” se reuniram com um ajudante de menor importância (Durão Barroso).

“Esta cúpula foi uma palhaçada, porque tudo já havia sido decidido com antecedência”, acrescentou o dirigente comunista.