Paraguai adota contra-ataque conta o Brasil

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Publicado terça-feira, 30 de março de 2004 as 11:07, por: cdb

Está revolvido: o Paraguai vai onde estará defendendo a liderança das eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2006.

“Se eles se lançarem ao ataque, nós vamos ter um espaço aberto entre os atacantes. O Brasil é uma equipe ofensiva e terá que deixar esses espaços, que nós devemos usar em nosso benefício”, disse a jornalistas o zagueiro Delio Toledo, jogador do Zaragoza, da Espanha. 
“O mais importante é não ter dúvidas, porque caso contrário podemos complicar a partida”, completou ele.

Para o zagueiro, Gamarra, que já atou no Brasil – foi jogador do Flamengo – “é um verdadeiro desafio, porque o mundo vai estar vendo esta partida. O Brasil tem um estilo de jogar, sabemos que eles vêm para jogar bem, um ‘jogo bonito’, mas temos que ganhar este jogo”, disse o zagueiro.

 
O Paraguai é o líder das Eliminatórias com nove pontos. Com oito pontos Brasil e Argentina dividem a segunda posição, o Uruguai é o terceiro com sete. “Existe uma pressão muito grande, mas eu pessoalmente adoro ter essa pressão. Ser o primeiro da América do Sul não é fácil e estamos felizes de viver isso agora e queremos fazer bem as coisas”, disse Paredes.

O ataque paraguaio está completo com a chegada de José Cardozo, do Toluca do México, e de Roque Santa Cruz do Bayern de Munique, que insistiu na necessidade de aproveitar os espaços deixados pelos brasileiros.

“Eles, vão avançar pelas laterais, vão deixar espaços e temos que aproveitá-los. Não temos que pensar no que vamos fazer para pará-los e sim o que eles terão que fazer para controlar nosso jogo”, disse o atacante. 


Uma das preocupações do técnico uruguaio Aníbal Ruiz, que dirige a seleção paraguaia desde 2002, é o estado físico do lateral Francisco Arce que sente uma contusão no joelho.
“Estou preocupado porque dói um pouco, mas não acho que seja perigoso, acho que é superável”, disse Arce.