Parada do Orgulho Gay gera brigas no Rio

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Publicado quinta-feira, 26 de junho de 2003 as 01:55, por: cdb

Tempo fechado na ponta do arco-íris. Às vésperas da parada do orgulho gay, que acontece domingo na Avenida Atlântica, em Copacabana, uma polêmica nada cor-de-rosa está dividindo os organizadores do evento e um dos templos gays da cidade: a boate Le Boy. O comentário gira em torno de algo não menos badalado do que a parada: a camisinha.

Gilles Lascar, dono da Le Boy, jura que não vai e diz que a parada não pode ser uma simples festa de purpurina: deve se preocupar com a prevenção de doenças.

– Não participo porque acho estranho eles conseguirem patrocínio para promover um evento como esse e não se preocuparem com patrocínio para financiar camisinhas para as boates e saunas cariocas – questiona.

O coordenador da festa, Marco Teobaldo, se defende das acusações e afirma que o dono da boate está querendo aparecer.

– Fazemos campanha dentro da própria Le Boy, através do Programa Homens que Fazem Sexo com Homens, e distribuímos preservativos – ataca Marco, ressaltando que serão distribuídas 100 mil camisinhas no evento de domingo.

Mas a rixa entre os organizadores e Gilles não é o único problema que envolve a festa. Dom Carlos I, da Igreja Brasileira Livre, promete protesto no ato dos gays porque a cabeleireira Loren vetou as imagens da igreja na parada. Ele garante que levará os ícones e ainda fará a celebração de um casamento entre duas mulheres.

Os organizadores da Parada do Orgulho RIO 2003 esperam público de 150 mil pessoas. O evento começa às 14h, na Praia de Copacabana – Posto 2. A festa de encerramento, com show das cantoras Fernanda Abreu e Elza Soares, será às 20h, no Parque Garota de Ipanema.