Para onde estamos andando?

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 12 de setembro de 2001 as 15:15, por: cdb

O mundo parou…diante das imagens transmitidas simultâneamente por todas as televisões em todos os paises. Assistimos perplexos o mais impressionante ato terrorista que se tem notícia e jamais antes registrados “ao vivo” para todo o planeta.

Cartões postais da nação mais poderosa da terra foram destruidos em minutos, diante de todos.

Na ilha símbolo do poder capitalista, enquanto todos se preparavam para mais um dia de trabalho e realizações, outros se prepararam -sendo estes mais bem sucedidos – para, em um dia de ataques terroristas, marcar a história da humanidade com mais esta marca hedionda.

Atingiram o coração da ilha de Manhatan em um “projétil” com vidas a bordo, atingindo desta maneira a toda uma humanidade que se sente única em um momento como este. Recebemos hoje “projetos” do coração de N.Y em todos os corações humanos.

Ao mesmo tempo em que este atentado estava sendo “absorvido” por todos, chegavam novas imagens de que fora atingida também o Pentágono, o centro de inteligência das forças armadas norte americanas.

Em uma realização, que se acredita ter sido originada por grupos radicais religiosos -extremistas que sempre estiveram marcando com ódio e sangue a nossa existência- tem nesta atitude como alvo de suas crenças fanáticas, outras vidas. Paradoxalmente a defesa da vida e da liberdade é o que dizem ter como filosofia, religiões cujas atitudes são impensáveis para os mais criativos diretores do cinema norte americano.
São inúteis explicações de qualquer ordem, sejam emocionais ou racionais, que tentem justificar as origens, ou no mínimo, como são formadas em mentes doentias tais acontecimentos.

O futuro que se aproxima está encoberto sobre os destroços de nossas
atitudes.

Vidas, mais uma vez, são dizimadas em detrimento do “poder”. A economia mundial sofre reflexos reais destes acontecimentos em um mundo, onde hoje, tem como lider a principal vitima desse ato histórico, os Estados Unidos.

Há uma desvalorização cambial do dólar em relação ao euro. O ouro tem sua cotação supervalorizada, um sinal de instabilidade financeira mundial, já que a tendência dos investidores é aplicar em um bem que tem aceitação e
valor real.

São consideradas fortes retalhações americanas aos executores desse
atentado, chegando alguns mais temerosos ou pessímistas, anunciar uma
possível terceira guerra mundial, já que poderiam alguns países orientais apoiarem estes acontecimentos. Pouco provável, se considerados os “interesses maiores” da globalização, a qual os Estados Unidos é seu maior beneficiário.

Isso nos faz questionar: Estamos realmente protegidos e seguros? Nossos conceitos estão na direção certa? Para onde estamos andando?

Em atos desta magnitude são questionadas verdades absolutas de que somos seres racionais e inteligentes. Se há exceções, onde terminam?

O mundo tem que rever seus conceitos.

Passamos hoje por um fato histórico, onde a partir disto, os principais paises passarão a se preocupar da questão “segurança”. O que hoje se acreditava ser a última palavra nessa área, e até então inantigível, foi literalmente destruido. Caem nos fragmentos destes destroços, os nossos valores, onde pensavamos podermos viver de uma maneira tranquila e de paz.

Novos rumos tem que ser tomados, quais sejam : Seguindo os precursores desta filosofia declarar guerra aos paises que, em teoria, teriam sido os
executores. Indignados pela perda de inúmeras vidas, se justificaria em nome de uma “pseudo-justiça” atacar comunidades onde estariam outras vidas
inocentes a espera de uma morte, mais uma vez, sem justificativa e sentido?

Até hoje políticos, empresários e economistas, tratam da globalização apenas no aspecto econômico, por considerarem alguns, que a economia é a via
bilateral de união entre os povos.

De que maneira, tão enfática como tem sido os acordos globais “pró
economia”, estão sendo feitos acordos pró-humanitários?

O que o mundo espera para se unir e traçar soluções para o