Para mercado, apesar de juros menores, crescimento diminui e inflação pode subir

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Publicado segunda-feira, 5 de setembro de 2011 as 09:58, por: cdb

Para mercado, apesar de juros menores, crescimento diminui e inflação pode subir

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 05/09/2011, 11:55

Última atualização às 11:55

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Brasília – No primeiro lote de projeções econômicas feitas por analistas do mercado financeiro após a decisão do Copom de baixar a taxa básica de juros, o crescimento da economia este ano passou de 3,79% para 3,67%. A informação foi pelo boletim Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira (5). O estudo semanal, de autoria do Banco Central (BC), é elaborado com base na expectativa dos analistas para os principais indicadores da economia.

Foi a quinta semana consecutiva de previsão de queda do PIB para 2011. No mesmo estudo, a previsão para inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) -, no mesmo período subiu, pela terceira semana seguida, de 6,31% para 6,38%. 

As projeções para o IPCA em 2011 e no próximo ano estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%, mas dentro do limite superior de 6,5%. Para 2012, a estimativa de expansão do PIB foi reduzida pela segunda semana consecutiva, ao passar de 3,90% para 3,84%. A estimativa de inflação para o próximo ano também foi ajustada para cima, de 5,20% para 5,32%.

A estimativa para o crescimento da produção industrial neste ano caiu de 2,96% para 2,63%. Para 2012, a projeção continua em 4,30%.

A previsão para a cotação do dólar foi mantida em R$ 1,60, ao fim de 2011, e em R$ 1,65, ao final de 2012. Os analistas ajustaram a avaliação do superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) de US$ 22,90 bilhões para US$ 23 bilhões, este ano, e caiu de US$ 12,10 bilhões para US$ 11,60 bilhões, em 2012.

A estimativa dos analistas para os preços administrados permanece em 5,35% em 2011 e em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.

Com informações da Agência Brasil. Edição: Fábio M. Michel