Para famílias, saldo da Semana de Mobilização pela Síndrome de Down é positivo

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Publicado sábado, 24 de março de 2012 as 09:43, por: cdb

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – Como parte das comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado esta semana no dia 21 (quarta-feira), cerca de 30 crianças se reuniram hoje (24) para um piquenique no Zoológico de Brasília. Para as famílias, o resultado da semana de mobilização é positivo. Diretora do programa Ápice Down, Nádia Quadros, avalia que nos últimos anos houve um salto “muito qualitativo” na garantia de direitos dos portadores da síndrome.

“Cada vez mais o Down se empodera e se torna protagonista de sua própria história. Com isso, a sociedade acredita e eles ganham mais espaço”, diz.

Ela acredita que o avanço da inclusão na sociedade tem sido mais fácil porque agora existem pais que são representantes políticos, como o deputado federal Romário (PSB-RJ), que tem uma filha portadora da síndrome.

Mãe de Lia Luiza, de 6 anos, Lourdes Lima aposta que eventos como o piquenique são importantes para desconstruir alguns mitos que existem em torno da síndrome e assim acelerar o processo de inclusão.

“É interessante que a gente tenha essa visibilidade porque a gente mostra que são pessoas comuns, crianças que gostam de brincar como qualquer outra. Nos últimos seis anos [idade de Lia] posso dizer que muitas coisas mudaram. É importante essa parceria com os veículos de comunicação nessa divulgação porque a partir do momento que você conhece não discrimina, você respeita”, diz Lourdes, que também é presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

Além de divulgar informações e dar visibilidade à causa, esses eventos também são importantes porque permitem uma interação maior entre as famílias. Ainda estão previstos para amanhã (25), em Brasília, uma caminhada no Parque da Cidade e um desfile de crianças e jovens portadores da síndrome.

“Nesses encontros, a família vê que não está sozinha. Você termina aprendendo porque há crianças de todas as idades e de repente uma família já passou por uma fase que você está vivendo e há uma troca de conhecimento. As pessoas ficam mais felizes e seguras”, diz Lourdes.

 

Edição: Lílian Beraldo