Paquistão diz que 3 soldados foram mortos por tropas indianas

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Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 07:59, por: cdb

Paquistão diz que 3 soldados foram mortos por tropas indianas

ISLAMABAD (Reuters) – Forças indianas dispararam através da fronteira na disputada região himalaia da Caxemira na manhã de quarta-feira, matando três soldados paquistaneses, disse o Exército do Paquistão nesta quinta-feira.

Segundo o Exército, forças indianas abriram fogo sem provocação através da Linha de Controle, que divide a Caxemira entre a Índia e o Paquistão, no vale de Neelam.

“Os soldados estavam se deslocando de um posto para o outro quando foram alvo dos disparos. Três soldados morreram”, disse o porta-voz militar, general Athar Abbas.

As forças paquistanesas revidaram com mais tiros e o incidente se intensificou com comandantes indianos locais, afirmou.

Um porta-voz do Exército indiano na Caxemira ofereceu um depoimento diferente.

“Eles abriram fogo primeiro e depois nós retaliamos… De manhã novamente eles começaram a atirar morteiros e nós retaliamos e a troca de tiros continuou”, disse o coronel J.S. Brar à Reuters.

O incidente ressaltou a fragilidade dos laços entre os dois países que já se enfrentaram em três guerras desde 1947.

Houve trocas frequentes de tiros entre as duas forças antes que os vizinhos, ambos armados nuclearmente, concordaram em estabelecer um cessar-fogo na linha divisória em 2003. Eles continuam a trocar tiros esporádicos na região.

A mais recente ocorrência não deve ter impacto nos renovados esforços dos dois países para melhorar suas relações.

A Índia e o Paquistão retomaram em fevereiro um processo formal de paz, suspenso após um ataque em 2008 na capital financeira da Índia, Mumbai, que foi associada a militantes sediados no Paquistão, em que 166 pessoas morreram.

Durante a reunião na capital indiana de Nova Délhi em julho, os ministros de Relações Exteriores dos dois países louvaram uma nova era de relações, e concordaram em combater a militância para impulsionar o comércio e o turismo.

(Reportagem de Augustine Anthony)

Reuters