Papa pede para humanidade não esquecer Auschwitz

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Publicado quarta-feira, 31 de maio de 2006 as 10:13, por: cdb

O Papa Bento XVI convidou a humanidade a “não esquecer de Auschwitz nem das outras fábricas da morte, onde o nazismo tentou eliminar Deus para tomar seu lugar”, afirmou durante a tradicional audiência-geral das quartas-feiras no Vaticano.

Ao traçar um balanço de sua recente viagem à Polônia e de sua visita ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, para ele “um lugar tristemente célebre em todo o mundo”, o primeiro Papa alemão da era moderna recordou que “Hitler mandou exterminar cerca de seis milhões de judeus”.

Ante os cerca de 35 mil peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa também citou os “milhares de homens e mulheres de nacionalidades” que perderam a vida nos campos de extermínio, assim como os 150 mil poloneses eliminados nesse lugar.

Em seu discurso pronunciado no domingo em Auschwitz, o Papa declarou que o regime nazista quis “amedrontar” o povo judeu e acrescentou no último momento a palavra “shoah”, extermínio, a seu texto inicial.

Esse discurso gerou críticas e polêmicas porque atribuiu os crimes do nazismo a “um grupo de criminosos que abusaram e enganaram o povo alemão”, o que fez diferentes personalidades da comunidade judia e historiadores manifestarem sua decepção pela maneira como o pontífice abordou o tema, reduzindo a gravidade do nazismo e do Holocausto.

Bento XVI também pediu aos movimentos laicos da Igreja que sejam “obedientes” ao Papa e aos bispos, em uma mensagem divulgada pelo Vaticano.

O Sumo Pontífice recordou, em sua mensagem, que o Papa e os bispos são “os guardiões da verdade, da caridade e da unidade da Igreja”.

– Conto com vossa obediência – escreveu o Papa aos representantes dos movimentos e comunidades católicas de todo o mundo, como a Opus Dei, os Focolari, Comunhão e Liberação, os neocatecumenais, São Egídio, que realizam seu segundo congresso em Roma. A primeira reunião aconteceu em 30 de maio de 1998 a pedido de João Paulo II