Palmeiras pode igualar recorde de dez partidas sem vencer

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Publicado quarta-feira, 25 de setembro de 2002 as 23:03, por: cdb

Além de enfrentar um adversário direto na briga para fugir do rebaixamento, o Palmeiras tenta evitar contra o Paysandu, nesta quinta-feira, às 20h30, no Palestra Itália, um recorde negativo em sua história: igualar o maior jejum de vitórias em Campeonatos Brasileiros.

Sem vencer há nove partidas no atual torneio, a equipe comandada por Levir Culpi está perto de atingir os números da campanha do Brasileirão de 1985, quando o alviverde ficou dez jogos sem vitória.

Porém, a situação se complica ainda mais quando os dois jejuns são comparados. Em 85, o Palmeiras, apesar de ficar sem vencer por dez rodadas, conseguiu cinco empates e sofreu cinco derrotas. Já o Verdão atual perdeu sete vezes e arrancou apenas dois empates.

Em outras duas oportunidades o Palmeiras viveu situações parecidas. Em 1975, o Verdão ficou nove partidas sem vencer (o que já foi igualado no Campeonato Brasileiro deste ano). Já em 1988, o jejum perdurou por oito jogos. No ano passado, a equipe ficou sete sem vencer.

Entretanto, os jogadores não estão preocupados com os números históricos. A ordem no Verdão é reverter à situação desconfortável na tabela. Com apenas sete pontos, o Alviverde amarga a lanterna do Brasileiro. “Precisamos começar a virada urgente”, disse o zagueiro César.

E o adversário não poderia ser melhor. Além de concorrente direito na briga para fugir do rebaixamento (ocupa a 24ª posição, com dez pontos), o Paysandu foi um dos responsáveis pela derrocada do Palmeiras. Após a derrota para o Papão, na Copa dos Campeões, por 3 x 1, o time não se acertou mais.

A média de pontos do Palmeiras, que, antes da derrota para o Paysandu, era de 65,5%, caiu para apenas 19,4%. Já o número de gols sofridos subiu de 1,23 gol por partida para 2,16 gols por jogo. Por isso, o confronto desta quinta-feira, está sendo encara como o reinício para os jogadores.

“Como o Paysandu foi o pivô da queda, que seja o da virada também”, afirmou o atacante Nenê, que foi um dos destaques da Copa dos Campeões, mas também decaiu com todo o elenco.

Equipes

Levir Culpi ainda mantém indefinida a escalação do Palmeiras. O técnico aguarda a recuperação dos laterais Arce e Rubens Cardoso, que estão sentindo dores musculares. Ao que tudo indica, a dupla terá condições de enfrentar o Paysandu.

No meio-campo, o treinador ganha o reforço de Zinho, que retorna após contusão. Já os desfalques ficam por conta de Paulo Assunção e Juninho. O zagueiro Leonardo, que ficou afastado por 40 dias, deve ganhar a vaga de Tiago Mathias na defesa.

Já no Paysandu, o técnico Hélio dos Anjos terá apenas um desfalque, mas muito importante. O meia Jobson, artilheiro da equipe com nove gols, recebeu o terceiro cartão amarelo na partida contra a Ponte Preta e terá de cumprir suspensão automática.

Em seu lugar, o treinador do Papão deve escalar o volante Élson, recém contrato pelo time do Pará e que teve sua situação regularizada junto a CBF. No ataque, Rato e Balão disputam a condição de titular.

PALMEIRAS x PAYSANDU

Data: 26/09/2002 (quinta-feira)
Horário: 20h30
Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa-RJ)
Transmissão: PPV

Palmeiras

Marcos; Leonardo, Alexandre e César; Arce, Leonardo Moura, Flávio (Lopes), Zinho e Rubens Cardoso (Adalto); Dodô e Nenê
Técnico: Levir Culpi

Paysandu

Marcão; Marcos, Gino, Márcio e Luís Fernando; Sandro, Élson, Wanderson e Wélber; Zé Augusto e Rato (Balão)
Técnico: Hélio dos Anjos