Pai de Cássia Eller não descarta homicídio

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Publicado sábado, 5 de janeiro de 2002 as 00:38, por: cdb

A polêmica sobre a causa da morte da cantora Cássia Eller, no dia 29, ganhou tom criminal com a entrevista concedida por Altair Eller, pai de Cássia, à revista semanal IstoÉ, que vai às bancas neste sábado. Segundo a reportagem, o sargento reformado, de 66 anos, diz que “não descarta a possibilidade de homicídio”. “Não quero acusar ninguém, mas pode ter sido uma morte provocada por uma triangulação amorosa”, destaca o pai, segundo a reportagem.

Na relação mencionada ele envolve a percussionista Elaine Moreira, conhecida como Lan Lan, que levou Cássia à Clínica Santa Maria, em Laranjeiras, zona sul do Rio, onde ela morreu depois de três paradas cardiorrespiratórias, e a companheira da cantora Maria Eugênia Vieira Martins, com quem Cássia vivia havia 14 anos.

Em entrevista concedida nesta sexta-feira por Maria Eugênia a O Globo On Line, ela diz que as declarações do pai de Cássia podem fazer parte de uma tentativa de denegrir sua imagem. Nas declarações dadas à IstoÉ, Altair Eller garante que vai lutar na Justiça pela guarda do neto Francisco Ribeiro Eller, de 8 anos, e pela tutela de seus bens.

A reportagem destaca que a relação entre Cássia e Lan Lan era sabida e aceita por Maria Eugênia, e as três chegaram a ser vistas juntas. Agora, Lan Lan descansa na Bahia e segundo seu advogado, Artur Lavigne, falará somente na quinta-feira.

Os porteiros do prédio onde Cássia Eller morava, no Cosme Velho, também na zona sul do Rio, depuseram na polícia dando informações conflitantes sobre horários e situações que envolveram a cantora na manhã do dia 29.

O empresário de Cássia Eller, Ronaldo Villas, depois de saber das declarações do pai da cantora à revista Isto, afirmou: “Ele deve estar muito bem informado, deve estar bem consciente do que disse. Eu adoraria falar com todo mundo sobre a carreira, a pessoa da Cássia. Mas acho que o momento é de respeitar a família e colaborar com a polícia, que está fazendo o seu trabalho. Cada um tem que assumir suas declarações”.