Pacotes com explosivos vindos do Iêmen renovam temor de ataques terroristas

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Publicado quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 as 13:35, por: cdb

O medo de novas ameaças aéreas deverá aumentar em todo o mundo após a descoberta, nesta sexta-feira (29/10), nos aeroportos de Dubai e de East Midlands, de dois pacotes com bombas vindos do Iêmen e destinados a sinagogas em Chicago, nos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou já na sexta-feira a elevação da segurança nos aeroportos americanos. Ele disse que os pacotes eram uma “ameaça terrorista crível”. Neste sábado, autoridades no Iêmen descobriram mais 26 pacotes suspeitos e detiveram várias pessoas, entre elas uma mulher suspeita de enviar os dois pacotes.

O pacote retido no aeroporto de Dubai continha uma impressora para computador na qual estava escondida a substância explosiva tetranitrato de pentaeritritol (PETN), segundo a polícia local. É o mesmo material encontrado com um passageiro de um voo entre Amsterdã e Detroit em dezembro de 2009, numa tentativa fracassada de ataque terrorista.

Também foram encontrados um chip de celular e a substância azida de chumbo, utilizada em detonadores. Segundo a polícia de Dubai, a forma como o explosivo apreendido foi construído lembra as técnicas usadas pela rede terrorista Al Qaeda.

No pacote retido no aeroporto de East Midlands, perto de Nottingham, na Inglaterra, havia material explosivo, segundo a ministra britânica do Interior, Theresa May. Conforme o premiê britânico, David Cameron, a substância havia sido preparada para explodir no ar, durante o voo. A ministra disse que as medidas de segurança nos aeroportos do Reino Unido estão sendo reavaliadas.

Na Alemanha a situação nos aeroportos continua igual. Segundo o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, as medidas de segurança do país já estão num nível elevado e adequado. Ele ressaltou que não há sinais de ameaças concretas de ataques terroristas no país.

Neste sábado, em resposta aos ataques frustrados, a França cancelou todos os voos de carga vindos do Iêmen.

AS/dpa/afp/rtr/dapd

Revisão: Carlos Albuquerque