Organizações sociais estão em defesa do processo de mudança

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Publicado terça-feira, 26 de junho de 2012 as 14:41, por: cdb

A executiva da Confederação de Mulheres Campesinas, Julia Ramos, afirmou que se determinou a criação de um Estado Maior entre essas agrupações sociais para realizar uma melhor coordenação em defesa do processo democrático. O chefe de Bancada do Movimento ao Socialismo em La Paz, Donato Callisaya, afirmou igualmente que essa instância legislativa apoia incondicionalmente ao presidente Evo Morales e o processo de mudança, e se declarou em estado de emergência.

“Não vamos permitir que no país aconteça ‘algo negro (desestabilização)’, estamos organizados e pedimos aos companheiros policiais que esgotem o diálogo”, assegurou Callisaya em coletiva de imprensa.

Organizações sociais de Chuquisaca se declararam em estado de emergência para defender a democracia e o processo de mudança no país, ante as ameaças de um golpe de Estado, gestado por grupos políticos infiltrados na rebelião dos policiais de baixa graduação, informaram fontes sindicais.

“Estamos prontos para defender o governo de Evo Morales ante a tentativa de golpe de Estado porque não entendemos que algum setor da Polícia continue mobilizado quando se deu um aumento salarial, sua principal demanda”, apontou a presidenta da Federação de Mulheres Campesinas de Chuquisaca, Arminda Durán.

A dirigente campesina exortou aos policiais mobilizados a não deixar-se usar por interesses políticos que buscam gerar um ambiente propício para fazer detonar atos de violência e morte de civis.

Durán assegurou que as mulheres campesinas estão preparadas assim como a Federação Única de Trabalhadores de Povos Originários de Chuquisaca e a Federação de Juntas Comunitárias, que ratificaram seu respaldo ao presidente Morales e ao processo de mudança no país.

Em Santa Cruz, o presidente da Coordenadora de Setores Sociais, José Guachalla, afirmou que essa organização se declarou em emergência e mobilização permanente contra o motim policial e em defesa do processo democrático no país. Guachalla indicou que os setores sociais estão decididos a castigar a políticos de direita que instigam à violência e desestabilização do governo.

Uma populosa marcha de campesinos, coletivos, mulheres campesinas, comerciantes, universitários, cocaleiros e outros setores marcharam em Cochabamba com frases de “Democracia sim, golpe não” e “Evo irmão, o povo está contigo”.

“Somos convocados a defender a democracia porque nos custou muitas vidas e para dizer ao presidente Evo Morales que não se sinta só”, apontou a presidenta da Coordenadora Departamental para a Mudança, Leonida Zurita.

Por sua vez, a secretária executiva da Federação Departamental de Mulheres Campesinas Indígenas e Originárias Bartolina Sisa, Isabel Domínguez, convocou a manterem-se alertas ante qualquer afã conspirador e pediu aos policiais para não deixarem-se manipular por interesses políticos de opositores ao processo de mudança.

O secretário executivo da Federação Sindical Única de Trabalhadores Campesinos, Jorge Castellón, assinalou que não deixarão que se desgaste ou tente desestabilizar o governo.

A notícia é da Prensa Latina