Organizações feministas lançam campanha ‘Mais Mulheres ao Poder’

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Publicado quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 as 16:52, por: cdb

Convictas de que o Chileprecisa de uma nova ordem social sexual, representantes do Centro de Estudos daMulher (CEM), Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Mulher (Cedem),Corporação Humanas, Corporação La Morada, Fundação Dialoga, Movimento PróEmancipação da Mulher Chilena (MEMCH) e Observatório de Gênero e Equidadelançaram há poucos dias a campanha Mais Mulheres ao PoderPor umademocracia paritária.

A intenção é conseguir ainserção de mais mulheres em cargos de decisão pública e representação popular.As demandas principais se resumem em: nova Constituição Política, fim dosistema binominal, com um sistema eleitoral que garanta a representatividade; leispara a igualdade, com a participação igualitária de homens e mulheres na tomadade decisões públicas; partidos políticos paritários e financiamentopreferencial para campanhas de mulheres.

Além destas demandas, MaisMulheres ao Poder se propõe a gerar um debate com o poder público e apopulação sobre a urgência de se aprofundar a democracia, acontecimento que nãoserá possível sem a participação das mulheres.

Durante o lançamento dacampanha, realizado na Praça da Constituição, as mulheres lançaram umquestionamento com o intuito de fazer a população pensar: Você não acha quefalta algo à democracia para que ela possa avançar? E a resposta é sim,falta maior participação das mulheres na política, asseguram.

A campanha, não poracaso foi lançada neste ano. 2012 é um ano eleitoral e esta é uma oportunidadepara que as mulheres se encorajem a enfrentar uma candidatura nos pleitoslocais.

A campanha dispõe despot, três mini-programas para rádio, folhetos, etiquetas e emblemas. O material estádisponível para todos aqueles e aquelas interessados em ajudar a divulgar acampanha na Internet e redes sociais.

Atualmente, as chilenasconstituem 53% do eleitorado e 43% da força laboral, mesmo assim, seu poder dedecisão é escasso, prova disso é que a participação feminina em cargos derepresentação popular no país só chega a 12,7%, cifra abaixo da médialatino-americana, que é de 20%. No Senado chileno, elas representam 5%, entreos deputados são 13% e no gabinete presidencial, 18%.

 

Mais informações sobre a campanhaem: www.masmujeresalpoder.cl