Oposição garante a CPMI dos Correios

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Publicado sexta-feira, 11 de novembro de 2005 as 11:48, por: cdb

O secretário-geral da Mesa do Senado, Raimundo Carreiro da Silva, afirmou no início da tarde desta sexta-feira, ao contrário do que foi divulgado, o funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios foi prorrogado até abril de 2006. A princípio, a comissão encerraria seus trabalhos no dia 11 de dezembro.

Em uma manobra de última hora, foram confirmadas 171 assinaturas de deputados e 35 de senadores a favor do requerimento. Eram necessárias exatamente 171 assinaturas de deputados, além de 27 de senadores, o correspondente a um terço de cada Casa.

Na manhã desta quinta-feira, quando o requerimento foi lido em sessão do Congresso, a contagem oficial apontava 218 assinaturas de deputados e 32 de senadores. No entanto, antes da meia-noite, 67 deputados teriam recuado, o que teria levado o total de assinaturas a cair para 170, uma a menos do que o necessário. No entanto, depois de um trabalho de conferência de assinaturas realizados durante duas horas por funcionários da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, constatou-se que foram retiradas 66 assinaturas de deputados. No Senado, foram mantidas as 32.

A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara realizou a conferência a pedido da Mesa do Senado. O secretário-geral da Câmara, Mozart Vianna, explicou que os funcionários da Secretaria-Geral fizeram esse trabalho a partir de um livro em que se encontram três modelos de assinatura de cada deputado.

Isenção

O deputado Alberto Fraga (PFL-DF) acompanhou o trabalho da Secretaria-Geral. Fraga disse que o líder do PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ), pediu a ele que ficasse atento para evitar qualquer tipo de pressão de parlamentares do governo e assegurar a isenção do processo de conferência das assinaturas, para que apenas os funcionários da Secretaria-Geral fizessem o trabalho.

O deputado criticou a atitude de parlamentares que retiraram as assinaturas.

– Eles passam a impressão de maracutaia e negociata com o governo. Não fica bem para o Parlamento, é um constrangimento – afirmou. Ele disse ainda que, quando o governo adota uma postura dessas, de convencer deputados a retirar suas assinaturas, mostra que tem o que temer.