Operadoras terão que informar a população sobre cumprimento de metas

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Publicado segunda-feira, 3 de setembro de 2001 as 16:41, por: cdb

A Anatel vai promover, entre os dias 3 de setembro e 30 de novembro, uma grande campanha publicitária com objetivo de divulgar as metas de universalização de telefonia para 2001 junto à população brasileira. De acordo com o presidente da agência reguladora, Renato Guerreiro, a produção da campanha já consumiu recursos em torno de de R$ 60 mil, sendo que o custo mensal da iniciativa será de R$ 2 milhões.

O presidente da Anatel informou ainda que a campanha será veiculada somente nas rádios do Páis, por se tratar de meio de comunicação com abrangência nacional e por apresentarem com uma relação custo/benefício que permite a manutenção de uma ação de longo prazo. “No total, serão 803 emissoras, entre AM, FM e OC, nos horários de maior audiência”, revela.

As mensagens da campanha deverão informar sobre quatro metas de universalização que devem ser cumpridas pelas operadoras durante este ano e no próximo: ninguém deve andar mais de 800 metros para encontrar um telefone público até 31 de dezembro e, a partir de 2002, a distância máxima não poderá ultrapassar a marca de 500 metros; a partir do ano que vem, as operadoras deverão instalar um telefone em uma residência em até quatro semanas após a solicitação; até o final do ano, toda localidade com mais de mil habitantes deverá ter, no mínimo, um telefone público e em 2002, as operadoras terão de atender às localidades com mais de 600 habitantes, sendo que uma solicitação de um telefone público em uma escola, hospital ou posto de saúde deve ser atendida em até um mês até 31 de dezembro e no máximo em duas semanas, a partir do ano que vem.

A falha da campanha, no entanto, é que as mensagens a serem veiculadas, apesar de explicativas, não orientam o ouvinte a reclamar, caso haja constatação de descumprimento de meta. O presidente da Anatel enfatizou também que estas metas são para 2001. “Se as operadoras quiserem aproveitar o período para divulgarem que vão antecipar as metas, têm total liberdade”, explicou.