ONU informa que mundo tem o maior número de jovens da história

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Publicado quarta-feira, 8 de outubro de 2003 as 18:39, por: cdb

Nunca o mundo teve um grupo tão grande de adolescentes como agora. O relatório Situação da População Mundial 2003, divulgado nesta quarta-feira, revela que existe 1,2 bilhão de adolescentes de 10 a 19 anos entre os 6,3 bilhões de pessoas que habitam o planeta.

O Fundo de População das Nações Unidas alerta que, sem investimento, o futuro poderá estar comprometido, porque entre os jovens há grande número de analfabetos, casos de gravidez precoce e de aids.

O relatório da ONU mostra que expectativa de vida em regiões desenvolvidas é maior do que nas menos desenvolvidas (de 79 anos contra 65 anos para homens). As diferenças se reproduzem na taxa de mortalidade: 8 mortes por mil nascidos vivos contra 61 por mil.

Com mais estudos e melhores expectativas de vida, as jovens dos países ricos adiam a maternidade: são 27 nascimentos por mil mulheres entre 15 e 19 anos, taxa que dobra entre as jovens de países pobres.

Metade da população global tem menos de 25 anos. Apesar de grande parte ter acesso à escola, ainda existem 57 milhões de rapazes e 96 milhões de moças analfabetos. A maioria dos jovens (87%) vive em países em desenvolvimento repletos de desigualdades sociais.

O fundo constatou que 462 milhões de jovens sobrevivem com menos de US$ 2 por dia e 238 milhões com renda inferior a US$ 1 por dia. Entre os miseráveis, a maior parte não convive com os pais seja por causa de conflitos armados, doenças, desastres ambientais ou migração.
Só a aids causou a morte dos pais de 13 milhões de crianças com menos de 15 anos.

No mundo, são 14 milhões de jovens grávidas por ano e as Nações Unidas observam que elas estão engravidando cada vez mais cedo, aumentando os registros entre as meninas de 10 e 12 anos. Muitas vezes, elas são vítimas de violência sexual e engravidam, sem o devido amadurecimento psicológico e orgânico.

A gravidez precoce e a falta de acesso a serviços de saúde acaba elevando a taxa de mortalidade materna. Pelo relatório da ONU, o Brasil é o terceiro colocado na América Latina com 277 mortes a cada mil mulheres grávidas. Perde apenas para Bolívia e Peru. A média mundial é de 389.