ONU aceita pedido de Israel e adia início de missão em Jenin

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 24 de abril de 2002 as 17:53, por: cdb

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, concordou com um pedido do governo israelense e decidiu adiar o início da missão de observadores que vai investigar as mortes de palestinos no campo de refugiados de Jenin. Annan declarou que o grupo de observadores ainda pode ser ampliado para atender às exigências de Israel, que não concordava com os objetivos da missão e com seus prováveis integrantes.

O governo israelense também pediu que um número maior de militares faça parte da missão de observadores. De acordo com o secretário-geral da ONU, a equipe liderada pelo ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari deve chegar ao Oriente Médio no próximo sábado.

Acusações
Os palestinos dizem que centenas de pessoas foram massacradas durante os dez dias de ocupação de Jenin e de seu campo de refugiados pelo Exército de Israel. No entanto, os israelenses afirmam que a ação foi uma operação militar legítima, que teve como alvo apenas militantes palestinos. O chefe de Política Externa da União Européia, Javier Solana, deve viajar nas próximas horas para a Cisjordânia, após receber uma autorização do governo israelense para se encontrar com o líder palestino Yasser Arafat em Ramallah.

Igreja da Natividade permanece cercada
Em Belém, onde tropas de Israel mantêm centenas de pessoas cercadas na Igreja da Natividade há três semanas, negociadores israelenses e palestinos continuam as negociações para tentar acabar com o impasse. O governo israelense afirma que cerca de 30 palestinos armados estão escondidos dentro da igreja, que – de acordo com a fé cristã – fica no lugar onde nasceu Jesus Cristo. Segundo testemunhas, a situação dentro da Igreja da Natividade está cada dia mais difícil, com alimentos e água limitados e com a deterioração das condições de higiene.