Onda de boatos faz comércio fechar as portas no Rio

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Publicado segunda-feira, 30 de setembro de 2002 as 19:17, por: cdb

Em estado de alerta, todo o efetivo policial do Rio [de 47.500 homens] foi mobilizado para segurança na cidade. A medida foi tomada após homens determinarem o fechamento do comércio em várias regiões da cidade.

Nove pessoas foram detidas, sendo dois menores, acusadas de espalhar boatos para o fechamento do comércio.

Segundo o delegado Zaqueu Teixeira, chefe da Polícia Civil, 10 mil policiais militares e outros 3.000 policiais civis estão nas ruas.

Para a polícia, nenhum fato justifica o fechamento comercial. Lojas, bancos e escolas fecharam as portas no Rio, Niterói e São Gonçalo por determinação de supostos traficantes.

Pela manhã, traficantes ordenaram o fechamento das lojas em Ipanema, Botafogo, Copacabana e Leme, na zona sul, Tijuca, Rio Comprido, Méier, Lins, Engenho Novo e Estácio, na zona norte, parte da região do morro da Providência, no centro, além de Niterói e São Gonçalo, região metropolitana.

Ordem de Beira-Mar?
Houve a hipótese de o toque de recolher ter sido imposto por causa das restrições ao grupo de Beira-Mar, transferido para o batalhão da PM após rebelião do dia 11 que destruiu Bangu 1.

O secretário da Segurança, Roberto Aguiar, afirma que Beira-Mar não teria condições de articular o movimento porque está isolado.

Para a governadora do Estado, Benedita da Silva (PT), candidata à reeleição, a ação de criminosos teve conotação política.

“Alguém pode estar se aproveitando do fato de o tráfico, em determinadas ocasiões, determinar [o fechamento do comércio] e se aproveitar desse fato para disseminar o medo. Isso a gente não pode descartar”, afirmou o delegado Zaqueu Teixeira, chefe da Polícia Civil do Rio.

As pessoas detidas são investigadas. A polícia espera, a partir deles, chegar à origem dos “boatos”.