Obama adia discussão sobre fim da prisão de Guantánamo, em Cuba

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Publicado segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 as 10:35, por: cdb

Brasília – A polêmica em torno do fim da prisão militar de Guantánamo, localizada na Base Naval de mesmo nome em Cuba, sob poder dos Estados Unidos, deve se estender por mais tempo. A indicação é do porta-voz do governo norte-americano, Robert Gibbs. Segundo Gibbs, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sinalizou que vai adiar a discussão sobre o assunto, embora essa tenha sido uma das mais fortes promessas de sua campanha eleitoral.

As informações são da agência oficial de notícias Telam, da Argentina. Para Guantánamo, em geral, são enviados os acusados de crimes de guerra e de ameaças à segurança nacional, como no caso dos envolvidos nos atentados de 11 de setembro de 2001. Porém, entidades internacionais pressionam para a extinção da prisão, mantida sob poder norte-americano desde o começo do século 20.

A prisão, que reúne três pavilhões, é apontada como um local onde há violação dos direitos humanos e do direito internacional. “Certamente [a prisão] não vai fechar no próximo mês. Levará um tempo “, disse Gibbs. “Dependerá, em parte, da vontade dos republicanos sobre o assunto.”

Atualmente a situação da política interna norte-americana é delicada para o governo, uma vez que a oposição tem maioria e deve ocupar posições estratégicas no Congresso Nacional dos Estados Unidos. Antes de se retirar para o recesso das festas de fim de ano no Havaí, Obama reiterou seu desejo de cumprir a promessa de campanha sobre Guantánamo.

Em 2009, primeiro ano em que estava no poder, Obama assinou um decreto para fechar Guantánamo e que determinava a revisão sobre o tratamento dispensado aos prisioneiros mantidos no local.

Pouco tempo depois a imprensa divulgou fotografias e informações de crimes atribuídos a guardas militares de Guantánamo contra os detentos. As imagens e dados mostraram o transporte dos detentos em jaulas, abuso sexual, torturas, espancamentos e desrespeito de práticas religiosas – considerando que vários dos presos são muçulmanos e seguem uma rígida conduta, como não comer carne de porco e fazer cinco orações diárias.

Edição: Andréa Quintiere