“O Mundo Encantado de Gigi” abusa do colorido e da criatividade

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Publicado sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 as 10:43, por: cdb

Depois da festa visual de Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar, de Hayao Myazaki, chega aos cinemas brasileiros um outro longa de animação japonês, O Mundo Encantado de Gigi. Dirigido por Rintaro (Metropolis), o filme abusa do colorido e da criatividade, com uma história maluca, mas, por isso mesmo, tocante e engraçada. A animação circula apenas em cópias dubladas.

Combinando elementos orientais e ocidentais, O Mundo Encantado de Gigi conta uma história sobre superação e o poder da imaginação, tendo ao centro a personagem-título, uma menina órfã de pai que sonha em ser uma pinguim – e não bastasse isso, também quer voar.

Ela não se importa em brincar sozinha – as crianças do bairro sempre a perseguem porque ela veste uma fantasia de pinguim. Seu pai era especialista nesse tipo de ave e contava histórias fantasiosas para a menina – numa delas, jurava ter voado com um bando de pinguins, e isso despertou a imaginação da menina.

Uma série de acontecimentos mágicos, no entanto, tiram-na de sua rotina. Primeiro, um boneco estranho ganha vida e a leva para algo que ele chama de “loja de pingüins” – onde há milhões de brinquedos, guloseimas e móveis no formato da ave. O novo amigo ganha vida e um nome, Charles.

Uma mistura de gato com boneco, ele é na verdade um goblim, e leva Gigi para sua aldeia. Lá, ela descobre que estão sendo perseguidos por um ser maligno, Boukkha-Boo, que sempre manda uma criatura gorducha em seu lugar para destruir a cidade dos goblins, enquanto ele se fortalece.

Gigi pode ser a salvação deles. Eles acreditam que ela seja uma ave que não sabe voar e a decepção é enorme quando descobrem que ela é uma garota. Ainda assim, ela se esforça para ajudar seus únicos amigos de verdade.

O Mundo Encantado de Gigi é um desenho voltado especialmente para o público infantil – que deverá se identificar com a protagonista. Mas seu visual colorido e a sagacidade da história – ao mesmo tempo acessível e complexa – garante uma hora e meia de entretenimento também para adultos, que podem vê-lo como uma espécie de Alice no País das Maravilhas japonês.