O mapa de Israel é a sua condenação à eterna guerra

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Publicado quinta-feira, 6 de janeiro de 2005 as 22:39, por: cdb

Raízes menos antigas, mas irrigadas a sangue, contribuíram para os dilemas que ainda hoje assombram o Estado judeu.

 

Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, 6 milhões de judeus foram exterminados no Holocausto.

A matança que tornou ainda mais desejável um território para os judeus, dispersos

há 2.000 anos pelo mundo.

 

Quando as Nações Unidas ofereceram aos judeus um pedaço da Palestina, administrada pelos britânicos, para nele construir o seu Estado, os líderes do movimento sionista tinham como objetivo construir um Estado judeu, democrático e que ocupasse tudo o que consideravam a Terra de Israel, o que significaria não uma parte, mas toda a Palestina, do mar Mediterrâneo ao rio Jordão, incluindo parte da Jordânia.

 

Alcançar os três objetivos ao mesmo tempo era impossível à época, como admitia David Ben Gurion, o patriarca sionista: “Neste mundo, só podemos alcançar dois de nossos três objetivos. Está nos sendo oferecida a oportunidade de obter um Estado judeu e democrático, mas somente em metade da terra de Israel. Poderíamos insistir em querer toda a terra de Israel, mas, neste caso, poderíamos perder tudo”.

 

Proféticas palavras. Nos 50 anos seguintes, Israel viveu -e muitos israelenses morreram- na perseguição aos três objetivos, ora ameaçado de perder um, ora outro, ora todos ao mesmo tempo.

É, hoje, um Estado judeu? É. De seus pouco mais de 5,5 milhões de habitantes, 81% são judeus, mais da metade nascidos em Israel, e os restantes provenientes de 70 países do resto do mundo.

Mas, se tornada perman