O fenômeno vôlei

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Publicado quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005 as 12:18, por: cdb

O fenômeno vôlei
Por: Fabricio Pereira Korasi          
 
No país do futebol, outro esporte está se tornando uma mania nacional, o vôlei. Após a geração de ouro, em 92, nas olimpíadas de Barcelona, onde o Brasil teve uma explosão de alegria, o vôlei, aparentemente, foi sufocado pelo futebol, quando, em 1994, chegou ao tetracampeonato, após 24 anos de espera.

O vôlei voltou a mídia e com as vitórias e medalhas de ouro em todos os campeonatos importantes, Liga Mundial, Campeonato Mundial, Copa do Mundo e recentemente as Olimpíadas de Atenas, se tornou o segundo esporte nacional em preferência popular.

O irreverente e expressivo, técnico Bernardinho entrou no lugar de José Roberto Guimarães e transformou um grupo de garotos no time mas temido e respeitado mundialmente, como visto em qualquer jogo que a seleção se apresenta.

Eu me lembro muito bem desses últimos campeonatos, passei um nervoso e a vibração e pensamento positivo me fez vibrar e torcer a cada ponto, a cada jogada que o Giba, Nalbert, Giovane e companhia faziam.

Essa introdução sobre a grande evolução do vôlei serviu para eu poder comentar sobre a Superliga de vôlei, tanto a masculina, quanto a feminina, vem mostrando uma qualidade e uma competitividade dos grandes campeonatos mundiais. Tanto o Bernardinho, quanto o José Roberto Guimarães vem travando duelos dignos de “tirar o chapéu”.

A grande diferença para o futebol é a capacidade de os dirigentes fazerem o possível para manter os melhores jogadores em seus clubes, não sendo fácil uma transação para o exterior, qualificando, e muito, qualquer campeonato nacional.

A grande perda atual, foi a do atacante Giovane, atleta nas duas medalhas de ouro do Brasil em olimpíadas, sendo a primeira em Barcelona – 92 e a segunda em Atenas – 04. Giovane não defenderá mais a seleção, porém, a pedido do próprio técnico Bernardinho, pode se tornar o dirigente da seleção.

Isso somente acontecerá se o atual técnico, Bernardinho, continuar no cargo, pois seu contrato com a Confederação Brasileira de Vôlei, a CBV, termina agora no começo do ano. E como comentário final, volto a frisar, o vôlei é tão emocionante e competitivo que tem de ser respeitado e apreciado, assim como o futebol.